quinta-feira, 4 de outubro de 2018

EXPULSÃO DE JULIO LOSSIO DA REDE PELO TRE-PE INDEFERIDA. SUA CANDIDATURA ESTÁ MANTIDA.

Júlio Lóssio segue candidato. Foto: Arnaldo Carvalho
Política é como nuvem. Você olha e ela esta de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. Nenhuma outra colocação traduziria com tanta fidelidade o momento político pelo qual passa nosso país como essa, proferida pelo famoso político Magalhães Pinto, ex senador mineiro e ex banqueiro.

E nesse ‘mudar das nuvens’ e por unanimidade de votos, o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) acaba de decidir pelo indeferimento do pedido da Rede Sustentabilidade para a desfiliação de Julio Lossio e pela manutenção de sua candidatura ao Governo do Estado. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (04).

O procurador regional eleitoral substituto, Wellington Cabral Saraiva apresentou o parecer do Ministério Público Federal que havia sido divulgado na noite desta quarta (03), recomendando o indeferimento, e apontou duas falhas principais no processo. A primeira delas, a inexistência da resolução normativa apontada no artigo 150 do estatuto da Rede que disciplinaria o processo.

A segunda falha apontada foi o cerceamento da ampla defesa, que prevê o direito ao contraditório, tendo em vista que o candidato só teve 24h para apresentar sua defesa. Além disso, na convocação para a reunião em que foi decidida sua expulsão, era mencionada apenas a decisão pela abertura ou não do processo disciplinar - nessa mesma reunião, ficou decidida a abertura do processo e já consumada a expulsão.

Portanto, há alguns dias da eleição, (04 dias para ser mais preciso), Júlio Lóssio mesmo com baixo percentual nas pesquisas de intenção de voto, continua candidatíssimo ao governo do estado.

HORÁRIO DE VERÃO COMEÇARÁ DEPOIS DO ENEM

Foto: Rondoniaovivo.com

O Palácio do Planalto confirmou na noite da última quarta-feira (03), que excepcionalmente o horário de verão só terá início este ano à zero hora do dia 18 de novembro, quando os relógios serão adiantados em uma hora.

É a segunda mudança de data. A primeira foi por causa do segundo turno das eleições. Agora, a alteração atende ao Ministério da Educação (MEC), considerando a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dois primeiros domingos de novembro (4 e 11).

Com o fim do horário de verão 2018-2019 mantido para 16 de fevereiro (quando o relógio deverá ser atrasado em uma hora), ele terá apenas 91 dias de duração, 35 a menos do que em 2017-2018. No ano passado, o governo Michel Temer chegou a cogitar acabar com a mudança, que atinge sobretudo o Sudeste.

No dia 26 de setembro, o ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, solicitou formalmente ao presidente Michel Temer que adiasse o início do horário de verão. O MEC temia que candidatos pudessem perder o exame, caso ocorresse no mesmo dia da mudança dos relógios. Outra dificuldade seria a logística necessária para a aplicação da prova no Norte do País, onde alguns municípios ficariam com até três horas de atraso em relação ao horário de Brasília – que define início e término do exame.

Um decreto do dia 15 de dezembro do ano passado definiu o início do horário de verão para o primeiro domingo de novembro. Antes do decreto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia solicitado que a mudança não coincidisse com o segundo turno das eleições deste ano, marcado para 28 de outubro. A mudança normalmente ocorre em outubro. Só que isso levaria o segundo turno a ter apurações com horários diferentes em alguns Estados que não adotam a medida.

RESULTADO DA ÚLTIMA PESQUISA SINALIZA DECISÃO DE GOVERNADOR PARA SEGUNDO TURNO

Foto: Blog do Roberto Gonçalves

O Real Time Big Data realizou uma nova pesquisa sobre as eleições em Pernambuco. O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e foi divulgado com exclusividade pelo Blog Edmar Lyra e a RecordTV.

Na espontânea, Paulo Câmara (PSB) aparece na liderança com 29%, seguido de Armando Monteiro (PTB) com 25%, Maurício Rands (PROS) 1%, Julio Lossio (Rede) 1% e Outros 1%. Brancos e nulos 12%, indecisos 31%. Já no cenário estimulado, Paulo Câmara cresceu três pontos e chegou a 37%. Armando Monteiro cresceu um e atingiu 31%; Julio Lossio ficou com os mesmos 5% do levantamento anterior; Maurício Rands manteve os 4%; Dani Portela 1%. Outros 1%, Brancos e nulos 12%, Indecisos 9%. Nos votos válidos, quando são excluídos brancos, nulos e indecisos, Paulo Câmara tem 47%, Armando Monteiro 39%, Julio Lossio 7%, Maurício Rands 5%, Dani Portela 1%, outros 1%.

Na simulação de segundo turno Paulo Câmara venceria o pleito, pois atingiu 45%; seguido de Armando Monteiro com 34%. Brancos/Nulos 16%, Indecisos 5%. Já no quesito rejeição, Paulo Câmara segue na frente com 44%; Armando Monteiro tem 32%, Ana Patricia Alves 15%, Maurício Rands 14%, Simone Fontana 14%, Julio Lossio 12% e Dani Portela 12%.

TEMOR DE DERROTA NO 1º TURNO NAS ELEIÇÕES 2018 LEVA TENSÃO AO PT

Foto: RICARDO STUCKERT/PT
O desempenho do candidato Fernando Haddad nas mais recentes pesquisas do Ibope e Datafolha e a ameaça de uma derrota no primeiro turno para Jair Bolsonaro (PSL) acentuaram diferenças internas e levaram o PT a procurar culpados e buscar correções na reta final da disputa presidencial nas Eleições 2018. O principal revés da candidatura Haddad ocorreu no índice de rejeição, que disparou nos últimos dias – crescendo de 9 a 11 pontos porcentuais nas sondagens dos institutos divulgadas nesta semana.

Segundo relatos, as discordâncias entre o círculo mais próximo de Haddad e o grupo ligado à direção do PT ficaram evidentes na reunião da coordenação da campanha realizada na terça-feira (2/10), na casa que abriga a produtora de vídeos da campanha, em São Paulo.
Enquanto um grupo defendia que o candidato imponha mais sua personalidade e seja “mais Haddad” nesta reta final para amenizar os efeitos do antipetismo, outro exigia a manutenção do roteiro original traçado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Operação Lava Jato –, no qual o candidato é o porta-voz do programa de governo elaborado pelo PT.

Aos poucos, as críticas até aqui veladas ao programa de governo, considerado “radical” por muitos petistas, começam a ficar públicas. Na terça-feira (2), o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou, durante evento de campanha em um bar na Vila Madalena, na zona oeste da capital paulista, que Haddad deve abandonar a proposta de convocação de uma Constituinte, prevista no programa.

Tira do programa. Dá uma tesoura para recortar esse negócio de Constituinte, que já está sendo explorado pela direita”, disse Teixeira, sob aplausos.

O diagnóstico de que uma onda de fake news direcionada para ao eleitorado evangélico de baixa renda é o maior motivo para o aumento da rejeição ao candidato também é alvo de especulações internas. Para setores importantes do PT, a campanha falhou ao subestimar o potencial de estrago das fake news. A área jurídica também é alvo de críticas por não conseguir derrubar na Justiça as postagens falsas em tempo compatível com o ritmo da campanha presidencial.