domingo, 22 de julho de 2018

PDT E MAIS DOIS PARTIDOS PODEM DESEMBARCAR DA “FRENTE POPULAR” DE PAULO CÂMARA

Foto: Divulgação

Quando criada, à época do Governador Eduardo Campos (já falecido) a  “Frente Popular” passou a ser a grande, única e quase imbatível força política do estado. Ninguém sequer “se atrevia” a não apoiar o imenso e heterogêneo  grupo político que acompanhava Campos pelo Estado. 
Prefeitos e população - com poucas exceções - faziam fila para serem fotografados ao lado do governador que detinha à época os mais altos índices de aprovação popular e também a simpatia da macro política. 
A foto poderia, quem sabe, servir como ingresso ou fortalecimento futuro nas ações políticas. 

Mas, como escrito e publicado no blog do Josivan Nunes, o “Apogeu e os dias de glórias parecem que ficaram mesmo no passado.”

É que em um ano eleitoral, mais especificamente há pouco mais de 80 dias das eleições o grupo liderada pelo atual governador e pré candidato à reeleição Paulo Câmara (PSB), está suando muito para amealhar apoios entre os partidos. A busca por aliados passa inclusive pela possibilidade de uma inusitada aliança  com o PT, partido que os oposicionistas apontam como prejudicado pelo próprio PSB, quando votou a favor do impeachment da ex presidente Dilma Rousseff.   

Contrariando o ano de 2014, quando conduzido por Eduardo, o PSB teve o apoio de 21 partidos no estado, hoje os governistas contam com pouco mais de 10 siglas na possível coligação. E para complicar ainda mais a situação que vem sendo desenhada na cena política de Pernambuco, com pesquisas que mostram empate técnico entre os três pré candidatos – Paulo, Armando e Marília - o PROS deixou o governo na última semana, migrando para o palanque de Marília Arraes - nome que ainda é incógnita nas eleições.

Mas a debandada, segundo o Blog Ponto de Vista, pode ser ainda maior. Transcrevemos um trecho deste prestigiado blog adiante:

A chamada “Frente Popular” corre sérios riscos de desidratar ainda mais com a possibilidade de desembarque do Patriotas, Solidariedade e PDT.

A perda de partidos, independente do seu tamanho e força eleitoral, fragiliza qualquer projeto de manutenção ou conquista do poder. Um movimento desta natureza é visto como um indicativo de fragilidade política e presságio de insucesso eleitoral do grupo onde há a baixa de aliados.

Comandado no estado pelo Pr. Eurico, deputado federal que na eleição de 2014 figurou como o segundo mais votado após superar os 233 mil votos, já abriu diálogo com o pré-candidato a governador Armando Monteiro (PTB). Ao blog, uma fonte que prefere reserva, revelou que a relação de Eurico com o Palácio só piorou após o posicionamento do parlamentar contrário a apresentação da peça teatral que ofendia os cristãos que chegou a ser contratada pela Fundarpe para se apresentar no Festival de Inverno de Garanhuns e depois foi cancelada. Caso se materialize a ida do Patriotas para Armando, o governador Paulo Câmara não apenas perderá mais um líder do segmento evangélico, mas também uma boa quantidade de deputados federais e estaduais que estão filiados à sigla.

Outra sigla que também avançou em conversas com o candidato petebista foi o Solidariedade, partido presidido no estado pelo deputado federal Augusto Coutinho. Desde que teve o seu espaço reduzido no Governo do Estado o clima dentro do Solidariedade é de grande insatisfação que pode piorar caso o governador sinalize a possibilidade da deputada Luciana Santos participar de sua chapa, uma vez que a comunista é adversária de professor Lupércio, prefeito de Olinda e integrante do Solidariedade. Além desses agravantes, a relação familiar entre Augusto Coutinho e Mendonça Filho, candidato a senador na chapa de Armando, é outro fator que tem sido levado em consideração para a possível saída do Solidariedade da base governista.

Quanto ao PDT, partido presidido no estado por Wolney Queiroz, à permanência na Frente Popular depende de como o PSB se posicionará nacionalmente em relação à candidatura do presidenciável pedetista Ciro Gomes. Caso o PSB decida pelo caminho da neutralidade ao invés de caminhar com Ciro, são grandes as chances do PDT caminhar com a candidatura de Marília Arraes para o Governo do Estado.
Neste cenário o ex-prefeito de Caruaru, Zé Queiroz, pode figurar como candidato ao Senado ou ser vice da petista. Além da condicionante de aliança nacional entre PSB e PDT, outro aspecto tem pesado para que a sigla possa ir para o PT. As melhores condições de reeleição de Wolney Queiroz que uma aliança com Marília oferece.

DIRETÓRIO EM GARANHUNS CONFIRMA: JANAÍNA PASCHOAL SERÁ ANUNCIADA HOJE VICE DE BOLSONARO

Janaína Paschoal participou ativamente do pedido de
impeachment da ex presidente Dilma Roussef.
Um dia após afirmar que não tinha sido procurada, mas que compor uma chapa com Jair Bolsonaro (PSL) iria revolucionar o Brasil, a advogada Janaína Paschoal será mesmo o nome para ser vice do pré-candidato à Presidência líder nas pesquisas. A confirmação foi dada pelo diretório do PSL em Garanhuns, através de um dos seus membros, o Marcelo Torreão.

Conhecida como a advogada do impeachment por seu papel no processo contra a ex-presidente Dilma Rousseff, Janaína foi um dos três nomes mais cotados para disputar como vice. Os outros dois eram o do senador Magno Malta (PR-ES), que decidiu disputar a reeleição e o do general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, que dependia de negociações com seu partido, o PRP. Jair Bolsonaro bateu o martelo após conversa com a advogada neste fim de semana.

Foto: Falando com o Agreste Itinerante
O meu sentimento é que ela está com vontade de ajudar a transformar o Brasil. Estamos “namorando” por telefone. Ela deu sinal verde. E, provavelmente, neste domingo estará na convenção. Pode acontecer de anunciar lá. Vai ser a dupla Já-Já – relatou.

Hoje, domingo (22), acontece a convenção nacional do Partido Social Liberal (PSL) no Rio de Janeiro, que deve oficializar o nome do deputado como candidato.

Janaína Paschoal se filiou ao PSL em abril. Caso o nome dela seja o escolhido, Jair Bolsonaro terá uma chapa pura. Em entrevista a uma emissora de Rádio nesta última quinta-feira (19), a advogada chegou a dizer que os dois poderiam mudar o país.

Se essa dupla não consegue mudar o Brasil, ninguém consegue, são duas pessoas de personalidade muito forte. Não conheço ninguém que ame mais o Brasil do que eu. Para o país seria algo significativo – apontou.