sábado, 30 de junho de 2018

BRASIL DEMOCRÁTICO: NÃO ESCOLHO A SELEÇÃO, MAS ESCOLHO NA ELEIÇÃO!


A Democracia brasileira, ainda adolescente, levando-se em conta outras democracias pelo mundo, é criticada por alguns  pelo ‘excesso de liberdade’ que pode gerar libertinagem, porém na verdade é um aspecto do qual só sentiremos sua falta se a perdermos.

A forma de governo aberta, que foi criada e tomou corpo na Grécia antiga, quando um nobre grego chamado Sólon, cansado dos regimes autoritários, decidiu propor em 594 antes de Cristo um novo sistema de governo para Atenas, uma das mais poderosas cidades-estado da Grécia antiga, é adotada por países que buscam uma liberdade responsável e uma maior interação Estado-Povo. À época a ideia era portanto que esse recém criado sistema pudesse prezar pela participação popular em todas as decisões referentes à vida destas populações.

A democracia permite, por exemplo, que o cidadão concorde ou discorde de um ponto de vista político ideológico apresentado ou mesmo, crie o seu próprio ideal e o apresente. Em miúdos: Nesta copa do mundo, eu e você brasileiro, por motivos óbvios, devemos torcer pela Seleção Brasileira, MESMO NÃO TENDO OS BRASILEIROS ESCOLHIDOS OS SEUS JOGADORES. Mas isso não impede que haja uma admiração popular por atletas ou mesmo selecionados ou times estrangeiros. Alguns inclusive, compram uniformes de times internacionais e torcem por ele. Isso também faz parte do estado democrático.

Semelhantemente na seara política no Brasil, você pode votar em “A”, em “B” ou em “C”; pode anular o voto (o que não se recomenda) ou mesmo se abster, isto é: sequer ir ao local de votação (nesse último caso, se sujeitando à leis vigentes); Mas, além destas opções apresentadas, também existe uma opção possível: nesse regime eu ou você poderemos, discordando das demais ideias, sermos nós próprios os candidatos e defendermos as nossas ideologias! MAS A ESCOLHA DE QUEM VAI ESTAR LÁ, É NOSSA!

Quando começamos a enxergar neste ano, um período pré eleitoral no qual diversos pré-candidatos aos governos do Estado e do País, ao Senado e às câmaras federais e estaduais circulam pelos municípios se apresentando ou apresentando suas ações, vislumbramos a democracia sendo exercida de forma transparente. Esse é o momento de iniciar uma cuidadosa observação, de olho no mundial de futebol e mais ainda de olho no processo eleitoral que se aproxima.

Afinal, como entretenimento e até fortalecimento da renda para alguns setores, a Copa do Mundo traz uma momentânea alegria, sentimento de brasilidade e de necessidade humana de vitória. Mas no campo das escolhas políticas, uma ‘jogada’ acertada, não pelos pés mas pela ponta dos dedos de cada eleitor nas urnas, pode definir um pais menos injusto por um tempo maior.

Vai Seleção! Levanta Neymar! E Viva a Democracia!