terça-feira, 29 de maio de 2018

ARMANDO CULPA GOVERNO PELA GREVE E DIZ QUE “CRISE ESTAVA CONTRATADA”

Armando: "Esta crise já estava contratada".
O senador Armando Monteiro (PTB-PE) culpou, nesta terça-feira (29), o governo pela alta de preços do óleo diesel que provocou a crise da greve dos caminhoneiros. Em debate com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o petebista disse que o governo adotou uma política de choque de preços dos combustíveis num momento absolutamente inoportuno, de desaceleração da economia.

“Esta crise já estava contratada. Para resolver o problema do endividamento da Petrobras, que era dramático, o governo endereçou à sociedade uma política de preços maluca do reajuste dos combustíveis, absolutamente imprevisível, numa conjuntura econômica de baixa demanda. Houve imprudência e insensibilidade, que desaguaram na crise aguda pela qual está passando o país inteiro”, declarou.

Segundo Armando, colaborou para a prática de reajustes constantes dos combustíveis num cenário de baixa atividade econômica o fato do governo federal e dos governos estaduais serem “sócios” dessas altas de preços, pela elevada tributação dos combustíveis. O petebista informou que, no primeiro quadrimestre do ano, a receita da União com os impostos sobre derivados de petróleo cresceu 57,8% em relação a igual período de 2017, atingindo cerca de R$ 22 bilhões. “O governo federal e os governos estaduais estavam numa situação confortável e espetaram a conta na sociedade”, assinalou.

*REGULAÇÃO FORTE -* O senador pernambucano enfatizou que o monopólio da Petrobras permite a prática de reajustes abusivos de preços. Defendeu, por isso, “uma regulação mais forte nos preços da Petrobras, de modo a buscar tarifas próximas dos custos médios de produção e que ao mesmo tempo incentivem a busca de eficiência”.


O ministro da Fazenda não respondeu a duas das cinco indagações que lhe fez Armando Monteiro na audiência pública da CAE. Alegando que os dois temas estavam afetos diretamente ao Ministério dos Transportes e que, por isso, não dispunha de dados, Eduardo Guardia não soube dizer se a isenção do pedágio para eixo suspenso dos caminhões será compensada pelo aumento do pedágio para todos os outros motoristas e se a tabela mínima dos fretes, ao não levar em conta os efeitos sazonais, não terá impacto inflacionário. Ambas as medidas estão contidas em medidas provisórias baixadas pelo governo para acabar com a greve.

PRESIDENTE DA OAB GARANHUNS DEFENDE CAMINHONEIROS E CRITICA OMISSÃO DE POLÍTICOS NA CAUSA

Dr. Jorge Wellington, Advogado que preside a OAB Subseccional
Garanhuns, em entrevista ao  'Falando com o Agreste', defendeu
de forma enfática a causa dos caminhoneiros. Foto: FCA
Em meio de manifestações de apoio e críticas à greve dos caminhoneiros, que chega no seu 9º dia em várias rodovias do país e após negociações de diversos sindocatos da categoria que aceitaram um acordo com o governo federal, que segundo eles, supre a maioria das demandas da categoria, o Agreste pernambucano também se manifestou sobre o movimento paredista.

Alguns prefeitos, como o de Garanhuns, Izaías Régis (PTB), o de Correntes, Edmilson da Bahia (PSB) e o de Lajedo, Rossine Blésmany (PSD), demonstraram apoio ao movimento, este último inclusive, liderando uma manifestação na rodovia que corta seu município e lá, ao microfone, exaltando a luta dos caminhoneiros e colocando-se coimo um dos defensores da causa.

Em Garanhuns, o programa radiofônico ‘Falando com o Agreste’ dessa segunda feira (28) recebeu nos estúdios da Rádio Marano FM o Presidente da OAB Subseccional Garanhuns, Dr. Jorge Wellington. Segundo o renomado jurista, sua posição também de apoio aos ‘profissionais da estrada’ era estritamente pessoal e não representava a entidade que preside nem a totalidade dos profissionais de advocacia.

De forma bastante enfática, o criminalista  foi firme na defesa dos grevistas e criticou duramente os políticos que não tomaram posição sobre esta causa.  

Abaixo, nosso ouvinte/internauta, ouve na íntegra a entrevista do Dr. Jorge Wellington.