sexta-feira, 25 de maio de 2018

A GREVE, A FALTA DE COMBUSTÍVEL E AS POSIÇÕES DOS PREFEITOS DO AGRESTE.

Foto: Nilton Cardin/Estadão Conteúdo
Mesmo após o acordo anunciado nesta quinta-feira (24) pelo governo federal, as manifestações dos caminhoneiros continuam hoje sexta (25). Há paralisação das rodovias em pelo menos 15 estados e no Distrito Federal.

Em diversas cidades pernambucanas o caos está instalado com o comprometimento de serviços públicos e prejuízos e também na iniciativa privada. Em Garanhuns, agreste do estado, os postos já estão com seus tanques totalmente vazios e os que ainda mantinham um mínimo de estoque, não deram conta do grande número de consumidores que faziam filas para abastecer. O governo municipal de Garanhuns, inclusive, emitiu boletim com novas regras de funcionamento e condições da frota municipal. Serviços como o recolhimento de lixo e atendimento por ambulâncias, também sofrem com o impasse.

Izaías Régis, de Garanhuns, demonstrou apoio à greve dos caminhoneiros
OS MUNICÍPIOS E A FALTA DE COMBUSTÍVEL

Em uma rede social, o Prefeito de Garanhuns Izaías Régis (PTB), que voltou nesta quinta feira da Marcha dos prefeitos em Brasília,  demonstrou solidariedade aos caminhoneiros grevistas e criticou o Governo Federal, atribuindo ao mesmo a responsabilidade sobre o problema. O Governo local através da sua Autarquia de Trânsito (AMSTT) , informou ainda que as duas empresas que atuam no segmento de Transporte Público em Garanhuns reduzirão o funcionamento de sua frota, a partir desta sexta-feira (25). As empresas divulgaram novos horários que valem de sexta até o domingo (27/05).
  
De São Bento do Una, Débora Almeida reuniu assessores
e declarou situação de alerta para a frota municipal.
A prefeita de São Bento do Una, Débora Almeida (PSB), também voltando de Brasilia, reuniu sua equipe e tomou medidas restritivas em relação ao gasto de combustível por parte da municipalidade. 
Também utilizando as redes socias, Débora falou que contingenciariam alguns serviços.
Serviços dos PSFs da Zona Rural foram suspensos por não haver disponibilidade de veiculos que cheguem aos locais.
As escolas da área rural e urbana foram suspensas por não haver condições de deslocamento dos professores e alunos. 
O hospital municipal estará funcionando para o deslocamentio emergencial de ambulâncias. O TFD (Transporte Fora de Domicílio) só viaja até esta sexta. Demais veículos utilizados para o serviço administrativo estarão inativos, dentre outras medidas. 

De Lajedo, Prefeito de Lajedo
Rossine Blésmany convocou a
sua população para um manifesto
Já o Prefeito de Lajedo, Rossine Blésmany (PSD) foi mais além e convocou a população a participar de uma manifestação de apoio ao estado de greve. O protesto está acontecendo sob a chuva nesta manhã de sexta feira (25), no trecho de BR que corta a cidade.     
Em Lajedo, os serviços públicos, semelhantemente aos demais municípios também sofrem com a contenção de combustíveis e só voltarão a ser normalizados após as negociações que encerrem o movimento grevista no país.
  
Além da continuidade da greve, as cidades sofrem com escassez de alguns serviços, como alimentação, combustível, frotas de transporte público, abastecimento e segurança. Algumas escolas suspenderam as aulas e hospitais sofrem com falta de materiais e medicamentos.

O acordo feito entre caminhoneiros e o governo nesta quinta deveria suspender as manifestações durante 15 dias. No momento da assinatura do documento, a União Nacional dos Caminhoneiros, uma das representantes da categoria, não aderiu.