segunda-feira, 21 de maio de 2018

PORQUE CANDIDATOS QUEREM TANTO O APOIO DOS PREFEITOS?

Imagem: Political Chess

*Por Marcelo Jorge

Ter um prefeito aliado é muito vantajoso em uma campanha eleitoral para o Governo. Uma das primeiras vantagens é que os candidatos já iniciam a disputa com uma quantidade de votos previamente definida pela capacidade de transferências de voto dos gestores municipais. Mas é claro que apenas isto não significa eleição ganha.

Na verdade, os prefeitos quando aliados, se valem da sua própria rede de lideranças para se aproximar do eleitorado e transferir os votos para o candidato. Desta forma, o candidato à governador ou mesmo a deputado que consegue montar essa estrutura, passando por prefeitos e vereadores vinculados, tem muito mais possibilidades de conseguir uma definição mais precisa da quantidade de votos que obterá.

Desta forma, o candidato que busca apoio dos gestores municipais, tem uma maior chance de conseguir uma boa quantidade de votos para iniciar a campanha, mas sem a certeza absoluta de sucesso na disputa. A verdade é que, nesse período de ‘vacas magras’ da politica partidária, existe uma clara indefinição e até mesmo uma apatia por parte da maioria dos eleitores a nomes e a legendas políticas.

Em relação aos prefeitos e vereadores, estes mantém redes de lideranças próprias e por isso também conseguem oferecer maior visibilidade para os candidatos em locais onde estes não podem estar presentes com maior frequencia. Essa é uma das principais vantagens em ter um prefeito como aliado.

Do ponto de vista de Pernambuco, existe uma tendência histórica de eleições nas quais o apoio maciço dos prefeitos tem influenciado diretamente na eleição de governadores.

Mas dentro do atual contexto, de avaliações negativas das pesquisas em alguns setores da administração pública estadual e municipal, além do desgaste de muitos prefeitos que, em virtude de uma conjuntura cruel que vem prejudicando até os bons administradores, não os permitindo apesar do seu esforço, quem produzam os resultados que a municipalidade espera e, além disso, com a ausência de novos líderes que possam conduzir as decisões no Estado, o resultado das urnas será uma incógnita para os pretensos candidatos à governador. 

Com ou sem prefeitos.

*Marcelo Jorge é Consultor Político filiado à ABCOP - Associação Brasileira de Consultores Políticos -, radiojornalista, âncora do Programa 'Falando com o Agreste', Publicitário e graduando em Ciência Política pela Uninter | PR 

TAXA DE INSCRIÇÃO NO ENEM DEVE SER PAGA ATÉ QUARTA (23)

Foto: InfoEnem

Os candidatos que se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) têm até a próxima quarta-feira (23) para fazer o pagamento da taxa de inscrição, de R$ 82, para quem não for isento. O pagamento deve ser feito por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança), que é gerada ao fim da inscrição. A guia pode ser paga em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos Correios, respeitados os horários de compensação bancária.

A inscrição só será confirmada após o processamento do pagamento. Segundo o Inep, a inscrição cujo pagamento não tenha sido efetuado até 23 de maio não será confirmada. É responsabilidade exclusiva do participante acompanhar a situação de sua inscrição e a divulgação do seu local de prova no site do Inep.

MESMO COM CRISE MUNICIPALISTA, CÂMARA DISCUTE ESTA SEMANA, CRIAÇÃO DE NOVOS MUNICÍPIOS

A redução do Fundo de Participação dos Municipios (FPM), que é
ajuda a compor o orçamento dos 5.570 municipios país afora, vem
sendo sentida pelos gestores em todo o Brasil.
Coincidentemente ou não com a realização da ‘21ª Marcha dos Prefeitos à Brasilia’ que acontece a partir desta segunda feira até a quinta (24/05), passará a tramitar o Projeto de Lei Complementar (PLP) 137/15, que regulamenta a criação de municípios no Brasil. Esse é o destaque do Plenário da Câmara dos Deputados a partir de amanhã, terça-feira (22). A matéria teve o regime de urgência aprovado na última quarta-feira (16) e precisa do apoio de um mínimo de 257 deputados. Hoje, o Brasil tem 5.570 municípios.

Segundo o texto, originário do Senado, os plebiscitos realizados até 31 de dezembro de 2013 e os atos legislativos que autorizam sua realização serão validados para dar prosseguimento aos casos pendentes.

Além de plebiscito, o projeto prevê a realização de estudos de viabilidade com vários critérios financeiros, um número mínimo de habitantes no novo município e uma quantidade mínima de imóveis.

O texto é igual ao do PLP 397/14, um dos dois projetos vetados anteriormente pela então presidente Dilma Rousseff.

NOSSA ANÁLISE

Com a crise municipalista vivenciada pelo país, quedas sucessivas se repasses do FPM, hiper responsabilidade dos municípios na condução das políticas públicas de saúde, segurança e educação, é praticamente inviável a criação de mais custos para a União, com a criação de novos municípios. A carga quase que insuportável de custos com duodécimos de Câmaras Municipais e a criação de milhares de cargos pelo país afora em nada ajudaria o país  em uma hora como estas.