segunda-feira, 19 de março de 2018

PESQUISA: BRASILEIROS ESTÃO DESANIMADOS PARA VOTAREM NAS ELEIÇÕES 2018

Imagem: Internet

Em seu documento Retratos da Sociedade Brasileira – Perspectivas para as eleições de 2018, a Confederação Nacional das Indústrias e o Ibope trazem um dado relevante e assustador: o brasileiro está desanimado para votar. A pesquisa foi feita em 127 municípios entre os dias 7 e 10 de dezembro de 2017 e ouviu duas mil pessoas. A apuração tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O estudo aponta uma preocupação sociopolítica, já que quase metade da população do país se diz pessimista com relação às eleições deste ano. A maior causa para essa falta de esperança está na corrupção que assola a esfera pública e seus governantes. Para o jornalista Hudson de Carvalho, especializado na área política e econômica, esse quadro é coerente com o momento. Não há entusiasmo pela eleição presidencial, até porque as crises econômica e moral potencializam a desesperança.

– A pesquisa reforça o sabido: a maioria das pessoas vota em nomes e não em partidos. O dado de que só 48% não possuem preferência partidária parece subestimado. Deve ser muito mais. No entanto, se é verdade que o PT ainda retém 19% dos simpatizantes – ou seja, quase um em cada cinco eleitores -, isso significa que o partido não está morto para o processo eleitoral, com ou sem Lula candidato. Hudson também explica que a supervalorização da honestidade, na prática, é relativa. Ele exemplifica: – Se o eleitor, por razões diversas, tiver ojeriza ao candidato A, ele não irá votar em A nem se A tiver certificado de honesto. Por outro lado, se o eleitor se identificar com o candidato B, pelo que o candidato B representa, ele tende a votar em B, mesmo que haja dúvidas sobre a retidão de B. Portanto, conceitualmente, o quesito honestidade é importante, mas não é definidor para a maioria dos eleitores, que faz a sua opção balizando uma cesta de valores, e não apenas um item. A pesquisa também apontou que 84% dos eleitores concordam totalmente ou em parte que estudam as propostas dos candidatos para decidir o voto. Apesar disso, 75% dos brasileiros afirmam não acreditar em promessas de campanha dos candidatos. 

Veja a seguir alguns dados levantados sobre Perspectivas para as Eleições de 2018:

44% estão pessimistas para votar;
23% nem estão otimistas nem pessimistas para votar;
20% estão otimistas para votar;
13% não sabem ou não responderam;
48% não manifestam preferência ou simpatia por nenhum partido específico;
72% concordam totalmente ou em parte com a possibilidade de votar no candidato que gosta, independentemente do partido em que esteja;
30% estão desanimados devido à corrupção;
19% estão desanimados devido à falta de confiança no governo e nos candidatos;
16% está desanimados devido a falta de opção entre os pré-candidatos.

Categorização da resposta aberta quanto ao motivo de estar pessimista em relação à eleição presidencial de 2018:

Corrupção – 30%
Não confiam mais no governo/nos candidatos – 19%
Não têm opção entre os pré-candidatos – 16%
Mesmos candidatos de sempre/falta renovação/não há mudança – 11%
Políticos não fazem nada pela população/não cumprem o que prometem – 7%
Não confiam no processo eleitoral/vota nulo/branco/não quer votar – 5%
Problemas econômicos/sociais – 4%
Medo de situação piorar ainda mais – 3%
Candidatos não têm boas propostas – 1%
Citou o Bolsonaro (porque não quer o Bolsonaro como presidente) – 1%
Citou o Lula (porque quer o Lula como presidente) – 1%
Citou o Lula e/ou PT (porque não quer o Lula como presidente) – 1%
Governo atual é ruim – 1%
Incerteza – 1%
Não sabe quem são os candidatos – 1%
Outros – 4%
Não sabe/não respondeu – 6%

'PSB APOIA A EXTREMA ESQUERDA; ESTOU EM OUTRO CAMPO', DIZ DORIA SOBRE PARTIDO DE MÁRCIO FRANÇA

O prefeito de São Paulo, João Doria. Foto: Alex Silva/Estadão

O Prefeito do município de São Paulo, João Dória Júnior, foi escolhido neste domingo (18), candidato do PSDB ao governo de São Paulo.

O gestor disse em entrevista a um grande jornal paulista, que o eleitor de São Paulo não votou em um indivíduo em 2016 na eleição municipal vencida por ele, mas em um "conjunto de valores". Segundo Dória, quem votou no PSDB continuará tendo um prefeito do mesmo partido: Bruno Covas. Com isso, Doria tenta rechaçar as críticas de que teria abandonado a promessa de encerrar seu mandato na Prefeitura de São Paulo.

Ao falar sobre o vice-governador Márcio França, também aliado de Geraldo Alckmin e pré-candidato a governador, Doria diz que o PSB está alinhado com a  "extrema esquerda". "Estou em outro campo", disse ele. 
Ainda segundo Dória, quem faz associação com PDT, PCdoB e partidos de esquerda não é de centro esquerda, mas de esquerda. Ele disse que não tinha nada contra, mas que o campo do PSB é a esquerda. 

Dória alegou que o PSB não faz essa aliança apenas em São Paulo mas que a legenda socialista apoia ostensivamente o PT, PDT, PCdoB, PSOL, Rede, PSTU e partidos de extrema-esquerda nas regiões Norte e Nordeste do País e que essa é a orientação explicita da sua direção. 

O prefeito que garantiu ao eleitor paulistano não abandonar a prefeitura até o final do mandato, concluiu dizendo que está em outro campo.