sábado, 3 de março de 2018

MOVIMENTO MUNICIPALISTA ELEGEU NOVA DIRETORIA DA CNM NESTA SEXTA-FEIRA (02)

A nova diretoria da Confederação Nacional de Municípios (CNM) já foi eleita. O pleito se encerrou às 18 horas desta sexta-feira, 2 de março, registrando um total de 1.991 votos. Quem assume a liderança da entidade para os próximos anos é a chapa CNM Independente, que tem como presidente o ex-prefeito de Saldanha Marinho (RS), Glademir Aroldi. A posse da nova diretoria ocorre durante a XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a ser realizada em maio.
O novo presidente da entidade traz em sua bagagem a vivência da realidade municipalista. Nos anos de 2006 e 2007, Aroldi esteve no comando da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande Grande do Sul (Famurs). Naquela época, ele conduziu uma forte mobilização para pressionar o governo por mais recursos para o transporte escolar.
Durante o período que vai de 2018 até 2021, ele irá conduzir as ações do movimento municipalista juntamente com as lideranças eleitas. O 1º vice-presidente é Julvan Lacerda; o 2º vice-presidente é Eures Pereira; o 3º vice-presidente, Jairo Mariano; e o 4º vice-presidente, Haroldo Naves. Assumem também os cargos de 1º secretário, Hudson Brito, e 2º secretário, Eduardo Tabosa. Para 1º tesoureiro, Jair Souto, e como 2º tesoureiro, João Gonçalves Junior.
O conselho fiscal da entidade será composto por Jonas Moura de Araújo, Expedito Nascimento e Christiano Cavalcante, como titulares. Como suplentes estarão: Pedro Henrique Machado, Marilete Vitorino e Cleomar Cunha.
A diretoria da Confederação abriga ainda um conselho de representantes regionais. O titular da Região Norte será Francisco Aguiar da Silva e o suplente Wagne Machado. O titular da Região Sul será Marcel Henrique Micheletto, com suplência para Alcides Mantovani. Já a Região Sudeste, terá como titular Daniela de Cássia Brito, cujo suplente será Luciano Salgado.
Para a Região Nordeste, Rosiana Beltrão Siqueira, será a titular e o seu suplente Roberto Bandeira. Por fim, na Região Centro-oeste, Rafael Machado será o representante regional, juntamente com Pedro Arlei Caravina

EM CARUARU, GRUPO DAS OPOSIÇÕES ESTÁ REALIZANDO NESTE SÁBADO (04), 3º ATO ‘PERNAMBUCO QUER MUDAR’


E pelo menos para o meio político “guerreou” para as Eleições 2018 no estado. Para marcar presença e ‘demarcar território’, integrantes da oposição ao governador Paulo Câmara estão neste momento realizando mais um ato, dessa vez na cidade de Caruaru, no Agreste do estado, terra governada pela prefeita tucana Raquel Lyra.   O grupo que se intitula "Pernambuco Quer Mudar" realiza assim o seu terceiro ato político. O evento foi iniciado por volta das 10h30 na Arena Caruaru, antigo Palladium, na BR 104, cinco meses depois de Fernando Bezerra Coelho, então no PSB, lançar a frente de oposição, durante ato de entrega de residenciais do Ministério das Cidades. O primeiro encontro ocorreu em Recife, em dezembro do ano passado e o segundo em Petrolina, reduto eleitoral da família Coelho.

O terceiro encontro será marcado por uma reavaliação do quadro nacional e local. O grupo ainda não definiu o número de palanques e quais serão os nomes que integrarão a chapa. Ficou pactuado que as pré-candidaturas iriam ser trabalhadas normalmente até o ato em Caruaru. Diante a possibilidade da aliança entre PT e PSB, cresce a tese de que a oposição deve lançar dois palanques para assim viabilizar um segundo turno.

A definição da candidatura, sairá no próximo mês de abril com o final da janela partidária dos deputados federais e estaduais, uma vez que a definição das chapas proporcionais tem influência direta na eleição majoritária. Além da questão do PT-PSB, outros fatores externos influenciam na definição, como a batalha jurídica travada entre Fernando Bezerra contra o presidente do MDB-PE e vice-governador Raul Henry e o deputado federal Jarbas Vasconcelos pelo comando do diretório estadual da sigla. Para o caso de Fernando Filho, sem partido, segundo informações que circulam nos bastidores, ele espera a resolução do imbróglio a favor do seu pai para se filiar ao MDB.

Quanto ao Senador Armando Monteiro, do PTB, viveu o luto da perda do seu pai em janeiro deste ano. Mendonça Filho está focado nas ações do seu ministério e afirma não querer definir nada até se desincompatibilizar. Já Bruno Araújo, que deixou o Ministério das Cidades por falta de apoio do seu partido, enfrenta dissidências no diretório estadual, inclusive com a pré-candidatura de Elias Gomes (PSDB) já posta.

Haroldo Vicente e Izaías Régis: Vice e Prefeito de Garanhuns estão
participando do evento neste Sábado em Caruaru. Foto: Meviton Araújo  
O prefeito de Garanhuns, Izaías Régis (PTB) e seu Vice Haroldo Vicente (PSC), estão participando também desse evento. Possivelmente uma próxima edição do ato deva ser realizada em Garanhuns, município que nas eleições de 2012 deram maciça votação ao Senador Armando Monteiro e ao deputado Jorge Corte Real, candidatos petebistas ao Governo do estado e à Câmara federal, respectivamente.

'AS PESSOAS TÊM ILUSÕES SOBRE ÍDOLOS, MAS É HORA DE VEREM A VERDADE', DIZ MORO

Juiz Sérgio Moro - Foto: Divulgação

Num debate em Nova York, nos Estados Unidos, o juiz Sergio Moro defendeu o fim do foro especial, dizendo que ele deve ser mantido só para o presidente, alertou para retrocessos no combate à corrupção que podem ocorrer nos próximos meses, em alusão às eleições, e defendeu a sua conduta nos julgamentos da Lava Jato.

Sem tocar no nome do ex-presidente Lula, que condenou em janeiro no caso do tríplex, Moro disse ainda nesta sexta-feira (2) que "as pessoas têm ilusões sobre alguns ídolos, mas é hora de verem a verdade".

"Se você for ao processo, vai ver que ninguém está sendo investigado ou julgado por causa de sua opinião política, mas por causa de lavagem de dinheiro, propina, atos criminosos."
Moro falou ainda em "novo espírito" de combate à corrupção que toma os tribunais brasileiros no rastro da Lava Jato, que comparou com a Operação Mãos Limpas, na Itália, e ao julgamento do escândalo Watergate nos EUA.

"O povo não está insatisfeito com a democracia, está insatisfeito com os problemas da democracia", ele afirmou.
"E um desses problemas é a corrupção generalizada e a impunidade. As pessoas começam a perder a confiança no estado de direito, nos políticos, nos juízes e nos procuradores, então começam a perder a confiança na democracia. Por isso precisamos continuar o nosso trabalho."

Na porta da Americas Society, o think tank que organizou o encontro em Manhattan, um grupo de manifestantes enfrentou uma forte tempestade de chuva e neve para protestar contra o juiz.

Em inglês, eles gritavam que Moro "vende sentenças" e listavam benefícios de seu cargo no Brasil, como o auxílio-moradia. Um cartaz com um retrato de Lula dizia que o ex-presidente é inocente e outro afirmava que a decisão dele no caso do tríplex "envergonhou o Brasil" - Moro entrou por ali, mas chegou antes do começo do protesto.

Do lado de dentro, um cartaz reproduzia a capa da revista "Americas Quarterly" em que o juiz aparece vestido como soldado, metralhadora em punho e uma bandeira do Brasil no peito, debaixo de uma manchete que o chama de "caçador da corrupção".

Questionado durante o debate se no Brasil há uma onda de "criminalização da política" e se a Justiça é seletiva, Moro disse que "não há problemas entre políticos e juízes" e que "alguns políticos estão criminalizando a política porque cometeram crimes e devem ser julgados".

Ele disse, no entanto, que concorda com a afirmação de que há privilégios para políticos no país e criticou o foro especial. "Talvez isso deveria ser mudado. Seria uma ideia inteligente e talvez manter para o presidente, mas não tenho tanta certeza."

"Estamos falando de poder, de política", disse. "As pessoas lutam por poder e algumas não querem mudar, querem ficar no poder, querem privilégios mesmo que esses privilégios violem a lei."
Moro também defendeu "reformas gerais" para combater a corrupção e que uma investigação judicial não é o suficiente para limpar o cenário, mas que isso depende de "um governo amigável".