terça-feira, 4 de dezembro de 2018

PRESO POR CRITICAR STF É FILHO DE SUBPROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA


Preso nesta terça-feira (4/12) após fazer críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, o advogado Cristiano Caiado de Acioli (foto em destaque) é filho da subprocuradora-geral da República aposentada Helenita Amélia Gonçalves Caiado de Acioli.

O advogado tem registro na Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Distrito Federal (OAB-DF), é irmão do procurador da República Bruno Caiado Acioli e já participou do extinto programa Quer Namorar Comigo?, do SBT.

Em sua conta no Twitter, Acioli manifesta suas opiniões políticas: apoiador do presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL), ele publica com frequência posições de desaprovação aos membros do STF. Em alguns posts, critica os ministros do STF Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

PRISÃO

Nesta terça (4), Acioli direcionou a palavra a Lewandowski dentro de um avião. Ao chamar o jurista pelo sobrenome dentro da aeronave, ele disse que o “Supremo é uma vergonha” e que “tem vergonha de ser brasileiro ao ver a Corte”. O ministro então retruca: “Vem cá, você quer ser preso?”.

Veja as imagens:

Em outro vídeo, o advogado continua as críticas. Acioli explica a outros passageiros que o ministro o ameaçou de prisão “tão somente” porque exerceu “a liberdade constitucional”. “Eu, enquanto cidadão, gostaria de deixar a minha nota particular de desagravo porque a gente ainda vive em uma democracia”, completou.

VEJA:

Logo em seguida, Acioli faz referências aos ex-presidentes da República Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT. “Eu não sou um presidiário tentando dar entrevista. Não sou uma presidenta que vocês estão querendo dividir ou não meus direitos políticos. Sou apenas um cidadão que me dirigi respeitosamente ao ministro Lewandowski para fazer uma crítica do que sinto ou penso. Eu amo o Brasil”, afirmou.

Acioli foi encaminhado à Superintendência Regional do Distrito Federal (SRDF) e liberado à tarde. De acordo com o advogado que o representa, Ricardo Vasconcellos, o cliente apenas “criticou o STF no direito constitucional como cidadão”.

Para Vasconcellos, o caso configura “violação absurda de direitos e garantias do cidadão e das prerrogativas de advocacia”.

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