quarta-feira, 10 de outubro de 2018

AUGUSTO HELENO DIZ QUE GOVERNO DE BOLSONARO DEVE TER HUMILDADE DURANTE CAMPANHA ELEITORAL

Foto: Estadão

Um dos principais integrantes do núcleo duro da equipe do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o general Augusto Heleno disse ontem que, a despeito do clima de favoritismo, é preciso manter o foco na campanha. A euforia na equipe e entre os apoiadores do capitão reformado, reforçada pelos índices positivos da Bolsa e pela queda do dólar, ocorre por dois motivos. O primeiro é mais óbvio, dado o resultado francamente favorável ao deputado federal, que obteve 46,06% dos votos válidos no último domingo. O segundo, é a baixa capacidade de reação entre os petistas, principalmente em relação ao anúncio de integrantes da equipe econômica de um eventual governo a partir do próximo ano.

Parte da equipe, formada pelos filhos de Bolsonaro e políticos do PSL, começa a definir o tom do programa eleitoral com marqueteiros consultados. Os primeiros nomes do time econômico e de postos-chaves, como o do Itamaraty, começam a ser sondados, inclusive com menor valor do ponto de vista orçamentário, mas não menos importante em relação à visibilidade, como o do Turismo.

A principal cadeira do Itamaraty, segundo o Correio apurou, deve ser ocupada pelo embaixador do Brasil em Seul, Luís Henrique Sobreira Lopes, ministro de primeira classe do Ministério das Relações Exteriores. Outro cotado seria o diplomata Ernesto Fraga Araújo. Diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos do Itamaraty, ele havia enviado à cúpula da campanha de Bolsonaro um artigo sobre Trump e o Ocidente, que deixou os responsáveis pelo programa de governo e análises bem impressionados.

Outro cotado é o empresário Roberto Medina, que ficaria responsável pela Secretaria de Turismo, vinculada ao Ministério de Indústria e Comércio num eventual governo Bolsonaro. Em recente entrevista à Rádio Jovem Pan, Bolsonaro disse que busca um nome que tenha autoridade para comandar o Ministério da Educação. “Estou procurando alguém para ser ministro da Educação que tenha autoridade, que expulse a filosofia de Paulo Freire, que mude os currículos escolares”, disse. E concluiu: “Para aprender química, matemática, português, e não sexo”. Completou.

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