segunda-feira, 6 de agosto de 2018

BOLSONARO AFIRMA QUE HAVERÁ MILITARES NOS MINISTÉRIOS

Foto: Investing.com

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira, que pretende abrir os arquivos da Petrobras e do BNDES se for eleito, e declarou que a escolha do general Hamilton Mourão como seu vice o diferencia de adversários que escolherem mulheres para compor a chapa exclusivamente de olho em votos na eleição de outubro.

Ao falar sobre a política de financiamento do BNDES durante palestra para empresários na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o candidato lembrou uma suspeita em torno de um empréstimo do banco à JBS que foi alvo de investigação da PF. Bolsonaro disse que se fala muito no Brasil sobre a necessidade da abertura dos arquivos da ditadura militar, mas que outros arquivos, como o do BNDES, também deveriam se tornar mais transparentes.

Em seu discurso, que foi seguido de uma sessão de perguntas e respostas com empresários presentes ao evento, Bolsonaro justificou a escolha do general da reserva Hamilton Mourão como vice em sua chapa presidencial. Bolsonaro afirmou que, diferentemente de seus adversários, a escolha do vice não foi feita com base no potencial de votos que poderia render. Segundo o candidato do PSL, a escolha levou em conta a competência e a futura governabilidade.

Ao ser questionado sobre o risco que poderia representar para ele uma chapa formada por dois militares da reserva, Bolsonaro declarou que seu eventual futuro governo terá vários militares ocupando ministérios “para que não haja dúvida” sobre a linha que quer adotar.

Foto: Veja Rio
O candidato do PSL afirmou que os militares são menos corruptíveis que os civis. “Acho difícil corromper um general. Não é incorruptível, mas é muito mais difícil do que esses últimos ministros que passaram aí. O que o povo quer é que o governo funcione. Não importa se vai ser militar, homem, gay”, afirmou.

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