domingo, 24 de junho de 2018

VAIAS PARA O GOVERNADOR DE PERNAMBUCO: DE QUEM É A CULPA?

Aplausos ou Vaias: Estes são apenas dois extremos dos impulsos humanos em aprovar ou reprovar alguma atitude, extravasando voluntária ou involuntariamente suas energias, entre aplausos ou apupos e remontam datas antigas da humanidade. A história atribui o surgimento do aplauso e seu antídoto, a vaia, na Grécia Antiga, durante as execuções nas quais, dependendo do mérito, uma delas era sempre utilizada.  

Imagens que começaram a circular na internet neste final de semana e que viralizaram, mostram o Governador de Pernambuco e pré candidato à reeleição Paulo Câmara (PSB), sendo vaiado ao ser apresentado pelo prefeito local, Manuel Botafogo (PDT).


Nestas imagens, captadas por populares no sábado (23) véspera de São João,  no intervalo de uma das atrações do evento público, o prefeito Botafogo após realizar um discurso no palco da festa anuncia a presença de Câmara e pede os aplausos dos presentes para o socialista. O resultado é constrangedor: parte do público presente emite uma sonora vaia para todos os que estão no palco, dentre eles o gestor maior, que se retira sem dirigir quaisquer palavras.

Veja no vídeo abaixo, reproduzido das redes sociais, estas imagens:

      
Segundo declarações ao Blog Voz de Pernambuco, por parte do deputado estadual Vinícius Labanca (PP), que acompanhava o governador, foram manifestações isoladas.
Na minha opinião, tinham mais de 30 mil pessoas, alguns grupos isoladamente se manifestaram dentro do âmbito da democracia, mas o grande público não. Os vídeos claramente mostram isso. Nada de anormal nos dias de hoje. O governador foi muito bem recebido pelo povo de Carpina e voltará no ano que vem ainda no comando nosso Estado”, afirmou.

O QUE DIZ O MARKETING POLÍTICO

Para qualquer Consultor Político no entanto, as orientações do Marketing Político ou do Marketing Eleitoral são bem claras: Em um momento de baixa popularidade ou mesmo quando o contexto não for propício, jamais deve-se expor um político de qualquer cargo a uma situação de exposição na qual o público presente não esteja propenso à discursos e quando este público comparece ao local com o único propósito do entretenimento, aliás neste caso específico, entretenimento pago com dinheiro da população. Aliado a esta orientação do Marketing, todas as recentes pesquisas tanto em nível de estado como as mais amplas de abrangência nacional - que são do conhecimento de quem se interessa pelo assunto - mostram a população neste cenário atual alheia e até mesmo hostil à política e aos que a representam.

Certamente faltou habilidade a quem criou esta exposição desnecessária para o Governador. Um bom consultor político que impedisse essa falha, fez falta... 

Contactado, o Palácio do Campo das Princesas afirmou que não vai comentar o caso.

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