quinta-feira, 5 de abril de 2018

APÓS VOTAÇÃO, LULA ADMITE ESTAR FORA DAS ELEIÇÕES

Foto: Exame

Pouco depois do voto decisivo da ministra Rosa Weber o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou com um grupo restrito de pessoas que acompanhavam com ele o julgamento de seu pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), que "não iam dar o golpe para me deixarem ser candidato".

A frase foi interpretada por dirigentes e lideranças petistas como uma admissão de que está fora da disputa eleitoral, embora o PT publicamente insista em manter o discurso sobre a manutenção da candidatura de Lula à Presidência, mesmo que o ex-presidente vá para a cadeia. O deputado estadual José Américo Dias (PT) afirmou que essa votação serviu para tentar tirar o Lula da eleição, sendo que mesmo o ex-presidente preso, o partido pode registrar a candidatura dele. Américo ainda afirmou acreditar que Lula vai ficar pouco tempo na prisão.

Enquanto isso, petistas começaram a postar nas redes sociais a hashtag #LulaValeALuta. O objetivo é evitar que o desânimo com a derrota no STF contamine a militância e o eleitorado do petista.

Durante a votação, o clima ficou pesado no segundo andar do sindicato, onde Lula passou o dia ao lado de apoiadores. Entre eles, estavam a presidente cassada, Dilma Rousseff, os governadores Wellington Dias (PI), Tião Vianna (AC) e Fernando Pimentel (MG), além do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

Conforme pessoas que estavam no segundo andar, o clima descontraído estimulado pelo próprio Lula durante todo o dia foi substituído pela tensão à medida em que Rosa proferia seu voto.

A direção nacional do PT se reuniu na manhã desta quinta-feira (5) para traçar as estratégias daqui para a frente. À tarde, a cúpula do partido em São Paulo também se encontra para definir uma manifestação na cidade. A ideia é denunciar supostas arbitrariedades no processo que condenou Lula e mostrar que o ex-presidente sofreu um julgamento político.

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