sexta-feira, 2 de março de 2018

MIRIAM LEITÃO ELOGIA PUBLICAMENTE EDUCAÇÃO DE PERNAMBUCO E CITA SUA LIGAÇÃO COM COLÉGIO QUINZE, DE GARANHUNS

A jornalista Míriam Leitão, fez elogios à Educação em Pernambuco e
revelou sua identificação com Garanhuns. Foto: Paloma Amorim

Mesmo econômica nos elogios, de uma forma geral, a jornalista Miriam Leitão citou a educação de Pernambuco como exemplo no Brasil, ao falar sobre as perspectivas econômicas do Brasil, em evento nesta manha de sexta-feira, no RioMar com o Mercado.
Ao falar dos desafios na educação, a jornalista comentou que Pernambuco está na frente, por ter apostado em escolas integrais. Ela chegou a visitar o Estado duas vezes, uma delas para conversar com estudantes do Ginásio Pernambucano, onde a evasão escolar é zero.
Por aqui, as horas/aula no ensino médio somam 6,2 em média. No Brasil, mesmo em São Paulo, somam 4,9 horas/aula.
No caso do GP, Miriam Leitão disse que gostou de duas experiencias em especial. Numa delas, chamada de sessão de acolhimento, jovens alunos são recebidos por ex-alunos que se formaram e deram certo na vida. “Eles vão á mostrar para as crianças que é possível e que a educação é o caminho”
Outra experiência é uma espécie de planejamento de vida, onde os jovens são desafiados a imaginar o que querem ser, no entanto, igualmente começam a discutir as etapas intermediárias, o que precisa ser feito para sair do papel.
Sonhar é lindo, mas precisa de estratégia. Tudo isto faz com que os jovens fiquem na escola
A jornalista elogiou também a educação municipal em Brejo Santo, no interior do Ceará. Ela contou, entre risos, que viu uma criança pular o muro da escola rural para entrar na escola e que antes só havia visto o inverso, para alguma criança fugir. Naquela cidade, o Ideb é 8,1, enquanto no Brasil é média de 5,3.
O que Brejo Santo pode fazer que o Brasil não pode copiar”, disse. ‘O sucesso ensina’, filosofou, mas sem se alongar em exemplos.
EMOÇÃO 
Prédio antigo do Colégio Quinze, totalmente preservado
No evento, a jornalista concluiu sua palestra falando de educação e se emocionando ao falar do pai, que alfabetizou-se aos 11 anos em Garanhuns no Colégio Presbiteriano Quinze de Novembro, após trabalhar como servente, aos 11 anos. 
Depois mudou-se para Minas Gerais onde,  já pastor presbiteriano, abriu duas escolas. “Eu sou o resultado da Educação dos meu pai” , falou, com voz embargada e lágrimas nos olhos.
Sem a educação, a gente perde o futuro. Precisamos de inteligência. É o que move o mundo. Precisamos de mentes bem preparadas. A educação forma pessoas plenas, não apenas bons trabalhadores, trabalhadores eficientes”, comentou.
Transcrito do Blog do Jamildo

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