quinta-feira, 8 de março de 2018

DIA DA MULHER SERVE DE ALERTA PARA VIOLÊNCIAS E DIFICULDADES QUE O GÊNERO ENFRENTA


No dia 8 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, onde muitas pessoas
Fotos: Yan Lima
acreditam que esta data foi escolhida devido a
um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento.

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período.

Diferente do que muitas pessoas afirmam, para as mulheres, este dia não deveria ser motivos de comemoração. Pois em pleno século 21, ainda é preciso fazer protestos, greves, reivindicar os direitos que deveriam ser iguais e ainda lutar contra a violência de gêneros, que existe em grande parte do mundo.

No Brasil, de acordo com os dados oficiais dos estados relativos a 2017, cerca de 12 mulheres são assassinadas, por dia. São 4.473 homicídios dolosos, sendo 946 feminicídios, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero. Em Pernambuco, de janeiro a novembro de 2017, segundo dados da Secretaria de Defesa Social, 268 homicídios de pessoas do sexo feminino foram registrados. Desses, 75 foram qualificados como feminicídio. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de assassinatos chega a 4,8 para cada 100 mil mulheres.

Da direita para a esquerda: Cabo Adriana; Sd Elaine; Cabo Paula
Mesmo com esses dados, muitas mulheres ainda encontram força para alcançar os objetivos e seguirem carreiras profissionais que ainda são tabus para a sociedade, onde elas mostram o poder feminino, e que sexo frágil não existe para elas.

Como é o caso da Cabo Paula, da Polícia Militar, que explicou em entrevista ao programa Falando com o Agreste que muitas vezes os homens demoram um pouco para aceitar ordens de policiais do sexo feminino, por preconceito ou machismo. Porém, ela afirmou que, agora com o aumento de mulheres na corporação, elas buscam sempre mostrar que o trabalho é o mesmo, independente de gêneros.

Foto: Gabrielle Sadi
A professora de musculação e Core 360º, das academias Duo Garanhuns, Vanessa Ferro, explicou que em seu ambiente de trabalho surgem muitas cantadas e até mesmo falta de reconhecimento, por se tratar de uma mulher na musculação. Mas deu a dica, de que basta não dar moral e muitas vezes ignorar, que as brincadeiras diminuem e os homens percebem a seriedade do trabalho

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