quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

PRESIDENTE DA CÂMARA DIZ QUE ‘BOLSA FAMÍLIA ESCRAVIZA AS PESSOAS’

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, diz que Bolsa Família
escraviza as pessoas / Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou, nesta quarta-feira (17), que o programa Bolsa Família, umas das principais medidas dos governos do PT, “escraviza” as pessoas. A declaração foi dada durante uma palestra no Brazil Institute do Wilson Center em Washington, nos Estados Unidos.

Criado no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Bolsa Família é um programa de transferência de renda. Para sua concepção, foram reunidas diversas outras medidas criadas no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O programa estabelece uma série de condições para que as famílias possam receber os recursos.
Para Rodrigo Maia, o Bolsa Família escraviza as pessoas por torná-las dependentes do estado sem que seja criada uma maneira de sair do programa.

Criar um programa para escravizar as pessoas não é um bom programa social. O programa bom é onde você inclui a pessoa e dá condições para que ela volte à sociedade e possa, com suas próprias pernas, conseguir um emprego. A cidadania é um emprego, a cidadania não é depender do Estado brasileiro – destacou.

O presidente da Câmara também fez críticas ao governo do PT e apontou que, a cada ano, o número de pessoas que dependem do Bolsa Família só aumenta.

Se você está apenas dando o Bolsa Família e não gerando obrigação verdadeira para essa pessoa, está transformando a pessoa em dependente. O ideal é que todos os programas sociais tenham as condições para que o programa esteja vinculado a políticas públicas, que deem condições para todos os cidadãos – ressaltou.

Maia ainda apontou outro programa importante nos governos anteriores, o Minha Casa, Minha Vida, que, em sua opinião, foi um programa social “malfeito”.

Não adianta dar sem entender que aquela pessoa que não pagava luz, água, achar que da noite para o dia ela vai ter condições de fazê-lo. É uma transição. Então, não se fez nada. Se deu uma casa, boas festas, se deu uma casa própria, e hoje as pessoas vivem em muita dificuldade – afirmou.

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