sábado, 13 de janeiro de 2018

MAIS UM ROUND NA BRIGA INTERNA DO MDB PERNAMBUCANO

Arte: Falando com o Agreste
E a briga que envolve o MDB pernambucano continua. 

Com o desdobramento da contenda, iniciada com a entrada do Senador Fernando Bezerra Coelho, que desembarcou do PSB e abraçou o antigo PMDB, hoje MDB-PE com a intenção de presidir a legenda no estado, 'atropelando' as lideranças históricas como o Jarbas Vasconcelos e até o presidente estadual  e do vice governador Raul Henry, a 'zuada' não pára.

Agora, o advogado do MDB-PE, Carlos Neves, que representa o grupo liderado pelo deputado federal Jarbas Vasconcelos, foi ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), para protocolar o recurso contra a decisão do juiz José Alberto de Barros Freitas Filho, que favorece a dissolução da executiva estadual da sigla.


Na última quinta-feira (11), o juiz determinou a derrubada da liminar que impedia a intervenção na executiva estadual da agremiação, comandada pelo vice-governador Raul Henry. Na sua argumentação, o magistrado alegou que a aproximação do calendário eleitoral pede que a Justiça resolva o imbróglio de forma célere.



"Jogo de cartas marcadas"


Por sua vez, Raul Henry disse, nesta sexta (12), que mantém "absoluta confiança na Justiça". "Mantemos nossa posição de que não há argumento legal para fazer a dissolução do MDB de Pernambuco. Porque o argumento que sobrou é o de baixo desempenho eleitoral, que é surreal. Os dados do TSE mostram que o melhor desempenho das seccionais estaduais do PMDB, nas eleições de 2016, foi o de Pernambuco: 128%", colocou.

Segundo ele, o processo "é um jogo de cartas marcadas, anunciado por Romero Jucá na abertura da Convenção Nacional, em dezembro". "Como o presidente de um órgão julgador anuncia o resultado de um julgamento sem instalar o devido processo legal? Sem respeitar o direito ao contraditório? Sem confrontar as provas da acusação e da defesa? Sem respeitar o princípio constitucional da legalidade?", questionou.

"Nós não vamos aceitar isso. Isso é uma violência, uma indignidade, e nós vamos lutar contra ela até a última instância. Não vamos permitir que um traidor usurpe a nossa história. Temos certeza de que a Justiça vai manter o nosso direito, porque ele é óbvio, ele é gritante", finalizou o vice-governador.  

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