domingo, 15 de outubro de 2017

HORÁRIO DE VERÃO COMEÇA NESTE DOMINGO EM TRÊS REGIÕES DO PAÍS


JUSTIFICATIVA PARA A ADOÇÃO DA MEDIDA ANO APÓS ANO É O APROVEITAMENTO DO MAIOR PERÍODO DE LUZ SOLAR (FOTO EBC


O Horário de Verão começa à 0h deste domingo (15), e os relógios deverão ser adiantados em uma hora para se adequar à medida. A mudança vai valer até o dia 18 de fevereiro de 2018. É possível que esta seja a última vez que o Horário de Verão seja adotado no Brasil. Isso porque autoridades do setor elétrico constataram mudanças nos hábitos de consumo de energia dos brasileiros. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o que mais tem influenciado o horário de pico do consumo de energia não é mais a incidência de luz solar, e sim a temperatura.
Este ano, o Horário de Verão valerá para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Nos estados do Norte e do Nordeste não haverá mudança nos relógios.
A justificativa para a adoção da medida ano após ano é o aproveitamento do maior período de luz solar para economizar energia elétrica. Em 2013, o país economizou R$ 405 milhões, ou 2.565 megawatts (MW), com a adoção do Horário de Verão. No ano seguinte, essa economia baixou para R$ 278 milhões (2.035 MW) e, em 2015 caiu ainda mais, para R$ 162 milhões. Em 2016, o valor economizado com Horário de Verão baixou novamente, para R$147,5 milhões.
Segundo o ONS, a redução na economia de energia com o Horário de Verão tem a ver com uma mudança no perfil e na composição da carga elétrica no país. Se antes o que determinava o horário de pico do consumo de energia era a incidência da luz solar, hoje é a temperatura. Com isso, o pico de consumo passou a ser entre 14h e 15h e não mais entre 17h e 20h.
Segundo o coordenador da Área de Regulação do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ), Roberto Brandão, a mudança no perfil de consumo de energia também está relacionada ao uso de aparelhos de ar-condicionado, que costumam ser ligados nos horários mais quentes do dia; e, por outro lado, à substituição de lâmpadas incandescentes por modelos mais econômicos, o que reduz o gasto de energia com iluminação.
Por causa do ar-condicionado, o verão pode inclusive levar a um aumento na conta de luz dos consumidores, segundo o professor Reinaldo Castro Souza, do Departamento de Engenharia Industrial do Centro Técnico Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CTC/PUC Rio). Um aparelho de ar-condicionado de mil watts de potência, por exemplo, se for ligado oito horas por dia, resulta em cerca de R$ 160 na fatura mensal, em média. Se o uso se estender para 16 horas por dia, o valor dobra, de acordo com o especialista.
Diário do Poder

15 DE OUTUBRO DIA DO PROFESSOR : PROFISSIONAIS LAMENTAM DESVALORIZAÇÃO

O 15 de outubro marca o Dia do Professor, porém, como ao longo de anos, a categoria compreende que não há o que comemorar. Embora seja a base da formação de todas as outras profissões, os professores se ressentem de implantação de políticas que assegurem à classe o justo reconhecimento.

Valorização salarial é o que seguem cobrando os professores, submetidos a situações extenuantes, que levam ao esgotamento físico e emocional, como destaca a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Maria Consuelo Correia.

“O maior descontentamento nosso hoje é justamente a desvalorização. Apesar de sermos uma categoria que formamos todos os outros profissionais, eles ganham muito mais do que nós, na sua maioria médicos, engenheiros, advogados, enquanto o professor ganha 50% ou até menos do que o salário desses outros profissionais. Então nós não temos o que comemorar nesse Dia do Professor. Só temos que demonstrar mais luta, mais resistência para ver se a gente consegue melhorar a nossa valorização, que não existe”, afirma Consuelo Correia.

A falta de condições de trabalho, segundo ela, leva ao adoecimento dos profissionais. “Hoje nós temos uma categoria muito adoecida, porque o estresse é muito grande. A gente trabalha num ambiente de risco. Antes nós trabalhávamos num ambiente onde nos sentíamos protegidos, tanto os trabalhadores quanto os nossos estudantes, e hoje a gente vê a violência dentro da escola e no entorno dela”, diz.

Segundo Consuelo, são muitos os professores afastados de sala de aula por conta “de estresse, da depressão, por problemas de saúde mental. O ambiente propicia isso, deixa você tenso, ansioso, com vontade de desistir de trabalhar porque lhe causa insegurança”, observa.
Gazetaweb

ÁS VÉSPERAS DA VOTAÇÃO DA SEGUNDA DENÚNCIA CONTRA PRESIDENTE, DELATOR “DESMONTA” PMDB E PIORA SITUAÇÃO DE TEMER

Funaro relatou ter negociado com Temer e seus aliados, entre eles o ministro Eliseu 
Padilha (Casa Civil), doações de caixa 2 para campanhas em 2014, no total de R$ 
10 milhões.  Foto: Hélvio Romero/Estadão
Repleta de detalhes, a colaboração premiada do executivo da J&F Joesley Batista não causou estragos apenas pelas informações que revelou, mas também por ter levado o empresário Lúcio Funaro, apontado como um dos principais operadores financeiros do PMDB, a aderir, ele mesmo, à delação.

Pessoas próximas às investigações da Operação Lava Jato e a Funaro dizem que o acordo de Joesley Batista foi visto pelo corretor como uma "traição" do empresário. O empurrão que ele precisava para delatar, como seus defensores afirmam, "de A a Z" as propinas que operou para "caciques do PMDB" e os benefícios obtidos por empresas. 
Desde o seu início, a Operação Lava Jato foi responsável pela homologação de 151 acordos de delação premiada.

O princípio desses acordos é o de que os envolvidos tragam à tona atividades ilícitas praticadas por eles em troca de benefícios --a redução de penas, por exemplo. Ao revelar seus crimes, o envolvido deverá, é claro, "trair" a confiança de seus parceiros e contar detalhes sobre os esquemas.  Nem sempre essas "traições" envolvem laços pessoais, mas no caso da delação de Joesley, que revelou pagamentos feitos a Funaro para que ele não delatasse, as informações repassadas pelo empresário à Justiça teriam quebrado uma relação que era bem próxima.  
Fontes ouvidas, afirmaram que a "traição" de Joesley deixou Funaro irritado e o impulsionou a procurar os procuradores federais na tentativa de firmar um acordo de colaboração com as autoridades. 

RELAÇÃO PESSOAL E PROFISSIONAL

Para entender como a delação de Joesley jogou Funaro no "colo" dos procuradores da Operação Lava Jato, é preciso saber que os dois não eram apenas parceiros comerciais. Os depoimentos prestados por Funaro à PF (Polícia Federal), a delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto e informações coletadas pela reportagem junto a pessoas próximas a Funaro indicam que ele e Joesley mantinham um estreito relacionamento pessoal e profissional. "Não dá para dizer que eram amigos, mas não era apenas negócios. Eles tinham um convívio social. As relações eram mais complexas que isso", afirma uma pessoa próxima a Funaro. 

O início dessa relação ainda é controverso. Em entrevistas, Joesley afirma ter conhecido Funaro em 2009, durante as negociações para a compra do frigorífico Bertin. Funaro, no entanto, disse à PF que conheceu o empresário apenas em 2011. Independentemente do do início exato desse relacionamento, o fato é que a ligação entre os dois era próxima.
Ao depor, Funaro deixa isso claro: "Que teve uma relação muito próxima com Joesley Batista tanto no campo social quanto no campo negocial", diz em um trecho.

O corretor Lúcio Funaro disse em sua delação premiada que o presidente da República, Michel Temer (PMDB), dividiu com Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-homem forte de seu governo, propina da Odebrecht. Nos anexos de sua colaboração, já homologada pelo Supremo Tribunal Federal, ele afirmou ter buscado R$ 1 milhão em espécie, supostamente pagos pela empreiteira, no escritório do advogado e ex-deputado José Yunes, amigo de Temer. Relatou também ter mandado a quantia para Geddel, na Bahia.


Essas declarações condizem com a versão apresentada pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Mello Filho em sua delação. Ele relatou ter negociado com Temer e seus aliados, entre eles o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), doações de caixa 2 para campanhas em 2014, no total de R$ 10 milhões. Parte desse valor teria sido distribuída por meio de Yunes, apontado como um dos “operadores” do presidente.