quarta-feira, 13 de setembro de 2017

TRIPULANTES NADAM POR CINCO HORAS APÓS NAUFRÁGIO ENTRE RECIFE E FERNANDO DE NORONHA

Tripulantes nadaram por cinco horas após o naufrágio - Crédito : Wathsapp
Uma embarcação que partiu do Porto do Recife em direção ao arquipélago de Fernando de Noronha naufragou em alto mar na noite de terça-feira (12). Ao todo, havia seis pessoas no barco de carga Ekos Noronha, que fazia o trajeto pela primeira vez. Para sobreviver, os tripulantes tiveram que nadar por cerca de cinco horas até chegar à praia de Casa Caiada, em Olinda, a cerca de 13 quilômetros de onde a embarcação estava quando afundou.
Em entrevista ao Bom Dia Pernambuco, nesta quarta-feira (13), um dos tripulantes da embarcação, João Leite afirmou que o acidente durou menos de cinco minutos. "O vento estava muito forte e o navio não aguentou. Conseguimos contato com a Capitania dos Portos e, em menos de um minuto, a água invadiu a sala de máquinas e a energia foi embora", disse.
O percurso entre Noronha e o Recife é de 300 milhas náuticas, o que corresponde a 545 quilômetros. Se tudo tivesse corrido como planejado, o barco levaria dois dias para chegar ao arquipélago. Segundo João, a união entre as vítimas e o trabalho sincronizado foram responsáveis pela sobrevivência de todos que estavam a bordo.
"Em menos de cinco minutos já estávamos perdendo a navegação. Nos agarramos em pallets da mercadoria para boiar um pouco", explica.
O Corpo de Bombeiros de Pernambuco afirmou que as vítimas sofreram somente escoriações e foram conduzidas pelos Bombeiros para o Hospital Naval. A corporação foi acionada por volta das 1h40 desta quarta-feira.
"Procuramos juntar todo mundo e decidimos abandonar o barco. Tínhamos colete salva-vidas e boia circular com sinalizador. Isso nos deu mais condições de chegar à costa", afirmou. Os moradores de prédios próximos ao local onde os tripulantes chegaram comunicaram aos Bombeiros e prestaram socorro às vítimas.
O barco transportava material de construção para a reforma de uma pousada e mantimentos para abastecer a ilha. O dono do navio, Eduardo Henrique Oliveira, informou que o Ekos Noronha estava com cerca de 70 toneladas de carga, menos que o limite da embarcação, que é de aproximadamente 100 toneladas. O navio chegaria à ilha na quinta-feira (14).
Gazetaweb

EX-GOVERNADOR DO RIO É PRESO QUANDO APRESENTAVA SEU PROGRAMA DE RÁDIO AO VIVO

O ex-governador foi preso quando apresentava seu programa de rádio ao vivo - Foto : Ricardo Borges - Folhapress

O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira, por volta das 10h30m, na porta da Rádio Tupi, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio, onde apresenta seu programa diário de rádio. A Justiça condenou Garotinho por compra de votos e determinou que ele cumpra prisão domiciliar. A condenação total é de 9 anos, 11 meses e 10 dias em regime fechado.
A decisão estabelece ainda o uso de tornozeleira eletrônica, proíbe a utilização de telefones celulares e restringe o contato pessoal a advogados e familiares próximos — mãe, netos, filhos e a mulher, a ex-governadora do Rio Rosinha Garotinho (PR). A medida será cumprida em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, na casa que o ex-governador mantém no bairro da Lapa.

No entendimento da Justiça, o grupo comandado por Garotinho segue cometendo crimes, como ameaça a testemunhas e destruição de provas — há ainda uma denúncia, que está sendo apurada em outro processo, de tentativa de suborno ao juiz Glaucenir de Oliveira, quando ele esteve à frente da "Operação Chequinho". Essas evidências, segundo a decisão, justificam a necessidade imediata de prisão.
Além da medida cautelar, Garotinho foi condenado à prisão em regime fechado por corrupção eleitoral, associação criminosa e supressão de documentos públicos. No entanto, esta condenação precisa ser confirmada em segunda instância para que a reclusão passe a vigorar.

Segundo a sentença, assinada pelo juiz Ralph Manhães, da 100ª Zona Eleitoral, a prefeitura de Campos, então comandada por Rosinha — Garotinho era o secretário de Governo —, desembolsou R$ 11 milhões entre junho e agosto do ano passado num esquema paralelo do programa Cheque Cidadão.
O processo traz notas fiscais registrando as transações. Os cartões eletrônicos, cada um com R$ 200, foram distribuídos por candidatos a vereadores aliados do casal a potenciais eleitores.
O objetivo era montar uma base de sustentação na Câmara Municipal para o candidato governista à prefeitura, Dr. Chicão (PR), que acabou derrotado. Ao todo, 17.500 pessoas fizeram parte do cadastro irregular.

PREFEITA DE SÃO BENTO DO UMA É DESTAQUE EM EVENTO QUE ENFATIZA PRESENÇA FEMININA NA POLÍTICA NACIONAL

Foto: Site da CNM
 O papel dos modernos gestores municipais, em sua maioria, não deve se resumir aos mandatos eletivos em seus municípios. Descortinar novos horizontes e levar as demandas municipais mais longe também é tarefa dos prefeitos que pensam grande e sabem que os bons contatos só são obtidos quando se sai da sua ‘zona de conforto’.

Com essa idéia, nesta terça feira (12) a Prefeita de São Bento do Una, Débora Almeida (PSB), participou da 1ª Reunião do Grupo de Trabalho Ampliado do Movimento Mulheres Municipalistas - MMM, na sede da CNM - Confederação Nacional de Municípios, em Brasília-DF.
Prefeita de São Bento do Una (PE),
Débora Almeida (PSB).
Foto: Whatsapp pessoal

O evento foi a primeira reunião ampliada ao púbico de mulheres que possuem relevância no cenário político brasileiro e teve como propósito apresentar o MMM e somar forças na luta pelo fortalecimento da participação feminina na gestão pública local e no movimento municipalista.

A Prefeita Débora Almeida é a representante Estado de Pernambuco, do Movimento Mulheres Municipalistas, além de ser Secretária da Mulher na AMUPE – Associação Municipalista de Pernambuco.

GARANHUNS RECEBE PROGRAMA “ELEITOR DO FUTURO” ESTA SEMANA

Foto: Justiça Eleitoral
Uma iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), implantada pela Escola Judiciária Eleitoral (EJE), o Programa Eleitor do Futuro, vem à Garanhuns nesta quinta-feira (14). O projeto vai contar com palestras do presidente do TRE-PE, desembargador Luiz Carlos Barros Figueiredo; o vice-diretor da EJE e desembargador eleitoral Dr. José Raimundo dos Santos Costa e o juiz da Vara da Infância e Juventude da comarca de Caruaru Dr. José Fernando Santos de Souza. Além deles estará presente também o desembargador eleitoral e diretor da EJE, Dr. Delmiro Dantas Campos Neto.

Durante o encontro, após assistirem os conteúdos previamente palestrados nas escolas participantes, alguns alunos farão apresentações para o presidente do TRE-PE, desembargador Luiz Carlos Barros Figueiredo, sobre o que entenderam do Programa Eleitor do Futuro e a importância de exercer a democracia de forma consciente.

De acordo com o desembargador Luiz Carlos Barros, o eleitor do futuro tem um papel de orientação para transformar os alunos em bons cidadãos e saber escolher melhor os nossos representantes


O evento acontece a partir das 14 horas, no Auditório da Autarquia de Ensino Superior de Garanhuns (AESGA).  

OFICINA LITERÁRIA DO SESC TRAZ ESCRITORA MINEIRA AO MUNICÍPIO


Foto: Blog Ronaldo César
Acontece entre os dias 18 e 22 de setembro mais uma oficina, organizada pelo SESC Garanhuns. Desta vez, a cidade vai receber a escritora mineira Ninfa Parreiras, para ministrar a Oficina de Criação Literária: "O escrever como processo de identidade". 

Parreiras é autora de mais de 20 obras literárias e de ensaios sobre literatura. Além de ser professora de literatura, psicanalista, com uma grande experiência em trabalho que associam a literatura à psicanálise.

O objetivo do evento é fazer com que as pessoas possam desabrochar a criatividade e criar textos ficcionais e poéticos a partir do trabalho com livros e textos a serem lidos, manuseados e discutidos.


A oficina acontecerá no Laboratório de Autoria Literária Luzinette Laporte - Sesc Garanhuns, das 19 às 22 horas, o valor dos ingressos variam entre 10 e 20 reais.

OPERAÇÃO FORÇA NO FOCO REALIZA AÇÃO EM GARANHUNS


Foto: Blog do Carlos Eugênio
Dessa vez a Operação vai intensificar as investigações e inquéritos que apuram os homicídios aqui em Garanhuns.

A ação reúne mais de cem Policias Militares, Civis e Rodoviários Federais. Além de ter sobrevoando pela cidade, um Helicóptero da Secretaria de Defesa Social para dar suporte às equipes. A aeronave sobrevoou a Cidade durante todo o dia de ontem e a previsão é que esse trabalho tenha continuidade nesta quarta-feira (13).

Nesta Operação, dez inquéritos relacionados a assassinatos estão sendo investigados, onde os suspeitos, testemunhas e pessoas citadas nos inquéritos, estão sendo levadas para a Delegacia de Homicídios de Garanhuns, para prestar depoimentos.


Além dos depoimentos e do helicóptero dando suporte, Vários bloqueios estão sendo realizados pela cidade e também nas rodovias que cruzam o município. Até o momento, apenas um mandado de prisão foi cumprido

WESLEY BATISTA, IRMÃO DE JOESLEY, É PRESO PELA POLÍCIA FEDERAL

O empresário Wesley Batista também foi preso
WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO
O empresário Wesley Batista, irmão mais velho de Joesley Batista, foi preso na manhã desta quarta-feira (13), em São Paulo. A ordem de prisão é da 6ª Vara Federal Criminal.
A operação foi batizada como Acerto de Contas e é a segunda fase da Operação Tendão de Aquiles.
Wesley é o atual presidente das empresas do Grupo JBS. Ele estava em sua casa em São Paulo e foi levado para a sede da Superintendência da Polícia Federal na Lapa, na zona Oeste da capital. Além de Wesley, os agentes da PF também tinha ordem para prender Joesley, que já estava preso. Os irmãos são suspeitos de uso indevido de informações privilegiadas em transações no mercado financeiro.

A prisão de Wesley acontece três dias após a prisão temporária de Joesley, no último domingo, junto com o executivo Ricardo Saud. Agora, os dois irmãos vão aguardar presos os desdobramentos das investigações.
O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal) , determinou a prisão  atendendo ao pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Essa série de prisões começou após a divulgação do áudio de uma conversa entre Joesley e Saud, no qual eles abordam fatos que teriam omitido do acordo, o que viola as regras da colaboração premiada.

Na gravação, os delatores citam Marcelo Miller como um contato dentro da Procuradoria-Geral da República que facilitaria a delação.
A Operação de hoje tem duas linhas de investigação. A primeira é a realização de ordens de venda de ações de emissão da JBS S/A na bolsa de valores, entre 24 de abril e 17 de maio, por sua controladora, a empresa FB Participações S/A e a compra dessas ações, em mercado, por parte da empresa JBS S/A, manipulando o mercado e fazendo com que seus acionistas absorvessem parte do prejuízo decorrente da baixa das ações que, de outra maneira, somente a FB Participações, uma empresa de capital fechado, teria sofrido sozinha.
A segunda  é a intensa compra de contratos de derivativos de dólares entre 28 de abril e 17 de maio por parte da JBS S/A, em desacordo com a movimentação usual da empresa, gerando ganhos decorrentes da alta da moeda norte-americana após o dia 17.

ENTENDA O CASO

O empresário Joesley Batista, um dos acionistas do frigorífico JBS e um dos maiores doadores de campanhas eleitorais no Brasil, fechou acordo de delação premiada com a PGR em maio, quando entregou aos investigadores da força-tarefa da Lava Jato o áudio de uma conversa entre ele e o presidente Michel Temer.
Em troca das informações, Joesley e outros executivos da J&F receberam o benefício da imunidade penal, ou seja, eles não seriam presos.

Mas para o acordo continuar valendo, os delatores se comprometeram a entregar, até 31 de agosto, novos documentos que comprovassem as acusações feitas — entre elas a de que a J&F teria feito doações a mais de 1.800 políticos.

Nos documentos entregues, havia um áudio, gravado em 17 de março deste ano, em que Saud e Joesley conversam sobre o ex-procurador da República Marcelo Miller, que na data ainda trabalhava no Ministério Público Federal — após se desligar do MPF, em abril, ele foi contratado pelo escritório de advocacia que cuidou do acordo de leniência da J&F (a delação premiada das empresas).

Com a suspeita de que Miller teria aconselhado os executivos em meio às negociações de delação premiada, Janot anunciou na segunda-feira (4) a revisão dos acordos de Joesley, Saud e também do advogado Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico da J&F. Na quinta e na sexta-feira, os três executivos prestaram esclarecimentos à PGR, além do ex-procurador Miller.

No sábado (9), a defesa dos delatores solicitou audiência com o ministro Fachin, antes de o magistrado decidir sobre a prisão, e colocou os passaportes dos executivos à disposição da Justiça, num esforço para demonstrar que os acusados não iriam fugir do País. O encontro com o ministro do STF acabou não acontecendo.

ADVOGADO

O advogado Pierpaolo Cruz Bottini, que defende os irmãos Batistas, divulgou uma nota:
“Sobre a prisão dos irmãos Batista no inquérito de insider information (informações privilegiadas), é injusta, absurda e lamentável a prisão preventiva de alguém que sempre esteve à disposição da Justiça, prestou depoimentos e apresentou todos os documentos requeridos. O Estado brasileiro usa de todos os meios para promover uma vingança contra aqueles que colaboraram com a Justiça”, diz a nota.