domingo, 10 de setembro de 2017

JOESLEY BATISTA E RICARDO SAUD PODEM SER PRESOS A QUALQUER HORA

Ministro autorizou prisão de Joesley - Foto : AFP - Sérgio Lima

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin autorizou a prisão temporária (de cinco dias) dos delatores da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud. A decisão foi tomada a partir do pedido de prisão apresentado, na última sexta (8), pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
O chefe do Ministério Público havia pedido, ainda, a prisão do ex-procurador da República Marcello Miller. Neste caso, o ministro do STF não autorizou a prisão. A ordem de Fachin não significa que as prisões ocorrerão na manhã deste domingo (10), como, normalmente, acontece com as execuções realizadas pela Polícia Federal (PF). As prisões podem ocorrer ao longo do dia ou até mesmo nesta segunda-feira (11).
Em relação aos delatores, a prisão foi autorizada porque eles são suspeitos de omitir informações dos investigadores, o que quebra cláusulas do acordo.
No caso de Marcello Miller, a suspeita é de que ele teve uma conduta criminosa ao atuar para a J&F enquanto ainda integrava o Ministério Público.
Miller se desligou da carreira de procurador somente em abril, mas, na polêmica gravação entre Joesley e Saud aparentemente gravada por descuido, os dois delatores sugerem que o ex-auxiliar de Janot auxiliou os executivos do grupo empresarial a negociarem os termos da delação premiada com a PGR.
Uma semana depois de pedir exoneração do cargo, Miller já atuava em reuniões na PGR como advogado do escritório que negociou o acordo de leniência da J&F, uma espécie de delação premiada das empresas. Fachin, no entanto, não viu motivos para a prisão do ex-procurador da República.
O pedido de prisão de Joesley, Saud e Miller entrou no sistema eletrônico do Supremo com sigilo - não é possível saber o conteúdo, as razões que levaram a Procuradoria a fazê-lo e se há informações novas da investigação nesse pedido.
Revisão do acordo da J&F
Na sexta-feira, Janot pediu ao Supremo, por meio de uma ação cautelar, as prisões do empresário Joesley Batista - um dos donos do frigorífico JBS -, do diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud, e do ex-procurador da República Marcello Miller.
Com os pedidos de prisão de Joesley e Saud, o acordo de delação premiada firmado entre a J&F e a Procuradoria Geral da República deve ser revisado.
O termo de delação prevê que o acordo perderá efeito se, por exemplo, o colaborador mentiu ou omitiu, se sonegou ou destruiu provas.
Sobre a validade das provas apresentadas, mesmo se os termos da delação forem suspensos, continuarão valendo provas, depoimentos e documentos. Esse é o entendimento de, pelo menos, três ministros do Supremo: a rescisão do acordo não anula as provas.
Na última segunda-feira (4), a PGR informou que os novos áudios entregues pelos delatores da J&F indicam que Marcello Miller atuou na "confecção de propostas de colaboração" do acordo que viria a ser fechado entre os colaboradores e o Ministério Público Federal. A Procuradoria também suspeita que os delatores podem ter omitido informações.
Nas novas gravações, entregues pelos próprios delatores à PGR, Joesley e Ricardo Saud falam sobre a intenção de usar Miller para se aproximar de Janot. Joesley admitiu que se encontrou com o ex-procurador da República ainda em fevereiro, mas que ele teria dito que já tinha pedido exoneração do Ministério Público.
Gazetaweb

ÁLVARO PORTO DEMONSTRA FORÇA E REÚNE OPOSICIONISTAS EM CANHOTINHO NESSE DOMINGO (10)

Senador Armando Monteiro (PTB), Ministro das Cidades Bruno Araújo (PSDB)
e prefeito de canhotinho, Felipe Porto (PSD). Foto: TV Replay

Com a proximidade das eleições de 2018, a cena política no interior começa também a ebulir. E nesse domingo (10), o foco das atenções políticas será Canhotinho, município localizado há 204 quilômetros da capital Recife e 42 de Garanhuns. O mote para o encontro oposicionista é a tradicional Missa do Vaqueiro local, que há 16 anos chama a atenção da região para os aspectos culturais e de entretenimento  regional.
Deputado Álvaro Porto (PSD), criador  da
festa. Foto: TV Replay

O detalhe é que este ano, foram convidados pelo anfitrião da Festa, Deputado Estadual Álvaro Porto (PSD) e já confirmaram presença, toda a força oposicionista ao Governador Paulo Câmara (PSB) composta pelos senadores Fernando Bezerra Coelho, ex socialista e recém chegado ao PMDB; Armando Monteiro (PTB), que enfrentou Câmara nas urnas em 2014, perdendo a disputa mas que semelhantemente a FBC, é pré candidato ao Governo além dos Ministros da Defesa, Raul Jungmann (PPS); das Cidades, Bruno Araújo (PSDB) e das Minas e Energia, Fernando Filho (ainda no PSB) esses dois últimos, também citados como prováveis protagonistas na corrida eleitoral para o Palácio do Campo das Princesas. O Ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM) está fora do país e somente isso impede sua presença ao evento.

Ministros e senadores em caruaru na semana passada. Oposição à Paulo Câmara
se acentua. Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco.
Alguns prefeitos da região foram convidados e devem também prestigiar a Missa, que serve para demonstrar a força política de Álvaro Porto (PSD), pré candidato à reeleição na ALEPE e criador da Missa do Vaqueiro, mesmo .
Na semana passada, perante um grande público em Caruaru, o agora peemedebista Bezerra Coelho já demonstrava o interesse na criação de uma ampla frente oposicionista para tentar barrar um segundo mandato do governador, união esta que se confirma com esse evento.


O evento em Canhotinho foi iniciado a partir do Distrito de Olho D’Água as nove horas da manhã. O trajeto, já conhecido dos vaqueiros da região, segue nesse momento em cavalgada para o centro da cidade onde está programada a missa  em torno do meio dia. Após a missa, os parlamentares convidados foram convidados para um almoço na residência do prefeito Felipe Porto (PSD).