sábado, 2 de setembro de 2017

PREFEITO MARCELO NEVES BUSCA AJUDA DO ESTADO E DA UNIÃO, PARA RESOLVER CAOS FINANCEIRO EM PALMEIRINA

Pref. Marcelo Neves ao lado do Deputado Claudiano Filho e do Prefeito de Calçado,  
Expedito Nogueira, em agenda recente com Governador Paulo Câmara. 
Foto: Divulgação
Como relatado em primeira mão, no nosso programa de Rádio e aqui no blog ‘Falando com o Agreste’, o município de Palmeirina vem atravessando um momento de instabilidade econômica, gerada principalmente por irresponsabilidade administrativa das gestões anteriores. O prefeito daquele município, Marcelo Neves (PSB) detalhou à nossa reportagem os principais débitos assumidos por sua gestão, dentre eles folhas de pagamento atrasadas, precatórios - requisições de pagamento expedidas pelo Judiciário para cobrar de municípios, estados ou da União, assim como de autarquias e fundações, o pagamento de valores devidos após condenação judicial definitiva, contribuições para o fundo de previdencia municipal, além de débitos com fornecedores de iluminação pública e de outros serviços essenciais.
Na opinião do gestor socialista, será tarefa quase impossível gerir o município dentro desse cenário desolador. 

Para minimizar os efeitos do problema e buscar soluções imediatas, Marcelo Neves esteve essa semana com o Governador Paulo Câmara (PSB), acompanhando do seu colega e prefeito de Calçado Expedito Nogueira e do deputado estadual Claudiano Filho, estes últimos pertencentes ao Partido Progressista – PP.

Na conversa, segundo Neves, o governador sensibilizou-se com a situação e se prontificou a buscar alternativas para colaborar com o município. Uma das medidas sugeridas seria o levantamento dos recursos da Saúde e da Educação destinadas à Palmeirina, para que essa verba fosse liberada em caráter de urgência.

Após essa agenda, o prefeito seguiu para Brasília, onde também teve audiência com o Ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB). A pauta, semelhantemente, foi a situação do município que governa. No FNDE o prefeito buscou resolver pendências deixadas pela última gestão que conseguiu convênios, mas não executou as obras.
Na secretaria da Previdência, Ministério da Fazenda, o gestor se informou acerca da COMPREV, a compensação previdenciária, na tentativa de reduzir o aporte financeiro da Prefeitura para o fundo de previdência local (PALMEPREV). 

Após estas agendas, o prefeito Marcelo declarou: "Hoje, a população de Palmeirina encontra o prefeito a semana inteira na prefeitura, como não encontrava nos governos anteriores. Não vou me dobrar perante os problemas! Aos governos estadual e federal, peço auxílio e à população palmeirinense, peço compreensão". 

O governo de Palmeirina deverá também apresentar a sociedade local em poucas semanas em uma audiência pública, o detalhamento dessas contas, já veiculado pela imprensa.

‘TEMER É O LADRÃO GERAL DA REPÚBLICA E NÃO CONSEGUE SE DEFENDER’ DIZ DELATOR

Delação de Joesley é um dos pontos que embasam a ação         
Foto: Vanessa carvalho/brazil photo pen/afp
Em mais um triste episódio que continua mostrando a lama que envolve parte da política nacional, o empresário Joesley Batista, da JBS, divulgou neste sábado (2) uma nota em que chama o presidente Michel Temer de "ladrão geral da República" e diz que o presidente não consegue se defender dos crimes que comete. 

Joesley, cuja delação serviu de base para que a Procuradoria-Geral da República apresentasse a primeira denúncia, sob acusação de corrupção passiva, contra Temer, diz que a colaboração com a Justiça " é por lei um direito" que o presidente "tem por dever respeitar". 

A nota ainda diz: "Atacar os colaboradores mostra no mínimo a incapacidade do senhor Michel Temer de oferecer defesa dos crimes que comete. Michel, que se torna ladrão geral da República, envergonha todos nós brasileiros".

Com a declaração, Joesley, respondeu a nota de sexta (1º) em que o Planalto antecipou a defesa de Temer e desqualificou as delações do corretor de valores e suposto operador do PMDB Lúcio Bolonha Funaro, cujos depoimentos devem embasar a segunda denúncia contra o presidente. Segundo o Planalto, os irmãos Batista mentiram e omitiram dados dos procuradores e "continuam tendo o perdão eterno" do procurador-geral, Rodrigo Janot. Isso porque Joesley decidiu entregar aos investigadores novos áudios de conversas que teve com políticos para complementar sua delação.

Para o Planalto, a delação de Funaro, ainda sob sigilo, tem "inconsistências" e "incoerências" e representa uma "vontade inexorável" de Janot de perseguir o presidente. A delação do corretor está sob sigilo e deve ser homologada nos próximos dias pelo Supremo Tribunal Federal.
Em seus depoimentos, Funaro afirma que recebeu R$ 400 mil da JBS para se manter em silêncio, mas ainda não está claro se ele atribui a ordem do pagamento a Temer, ou implica o presidente em qualquer outro crime. Na nota, Joesley não cita nenhum dado em relação a Funaro.

Antes de fechar o acordo com os investigadores, o corretor havia dito à Polícia Federal no mês passado que os pagamentos foram feitos para quitar uma dívida antiga com a JBS. A versão se chocava com a de Joesley, que disse que pagava para que Funaro e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) permanecessem calados.

Temer, que nega ilegalidade, diz, via assessoria, que "se resguarda o direito de não tratar de ficções e invenções de quem quer que seja".

Com receio de repercussão negativa, o presidente foi convencido a não antecipar seu retorno da China, que ocorreria devido à iminência da nova denúncia. "Depois que disseram que eu vou voltar, vou voltar não", disse Temer em Pequim, antes da divulgação da nota de Joesley.

Com informações da Folhapress/ folhape.com.br 

EX- MINISTRO DE LULA E DILMA VAI DELATAR E AGORA ?

Guido Mantega . Foto: Evaristo Sá/AFP

Caiu como uma bomba na cúpula petista o acordo de delação para que Guido Mantega, ex-ministro de Lula e Dilma entregasse documentos sobre contratos do BNDES com a JBS/J&F. Líderes do partido estão à beira do colapso antecipando revelações. É que Mantega, além de presidir o BNDES, foi ministro do Planejamento de Lula, e depois ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma. Mantega também é apontado pela Odebrecht como operador da propina a partir de 2011. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A delação de Mantega tem o potencial de ser tão avassaladora quanto a de Antonio Palocci, a quem teria substituído a frente do esquema.
O petista ainda precisa explicar a operação das contas criadas no exterior e abastecidas pela empreiteira Odebrecht para Lula e Dilma.
Mantega já externou sua insatisfação por ser investigado e já se disse sentir humilhado. “A minha vida virou um inferno”, afirmou.
No centro da Lava Jato, Mantega presidiu o Conselho de Administração da Petrobras de 2010 a 2015 e também vai contribuir para o caso.

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE ABSOLVIÇÃO DE LULA EM CASO QUE ENVOLVE DELCÍDIO

Antes, grandes amigos, Lula e Delcídio há muito não vivem 'Lua de mel'.
Imagem: Ricardo Stuckert
O Ministério Público Federal pediu à Justiça a absolvição do ex-presidente Lula e do banqueiro André Esteves. O pedido foi feito à Justiça Federal em Brasília. Neste processo, Lula responde por suposta tentativa de obstruir o andamento da Operação Lava Jato.
O procurador responsável pelo caso, Ivan Cláudio Marx, além de pedir a absolvição solicitou a suspensão dos benefícios concedidos com base na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral.

A ação penal foi aberta para apurar se Lula e Esteves tentaram comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Para o procurador não há provas de que os dois participaram dos supostos crimes, conforme o ex-senador narrou nos depoimentos de delação.

A nota do Ministério Público Federal afirma que o silêncio de ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró não foi encomendado ou interessava Lula como havia dito Delcídio, mas sim ao próprio senador. Ou seja, que Delcídio mentiu em depoimentos, segundo o MP.

Os fatos citados por ele levaram à abertura de ação penal contra sete pessoas. Para defesa de Lula e Esteves, o pedido de absolvição é justo e reflete a prova da inocência dos envolvidos.