quarta-feira, 16 de agosto de 2017

40 ANOS DA MORTE DE ELVIS PRESLEY: MÉDICO BRASILEIRO QUE PARTICIPOU DA AUTOPSIA FALA REVELAÇÕES EXCLUSIVAS SOBRE A MORTE DO CANTOR


(Foto: Elvis Presley Enterprises/BBC)
Quando soube que a nova turnê de Elvis Presley passaria pela cidade de Memphis, no Tennessee (EUA), o médico brasileiro Raul Lamim, então com 29 anos, quase não acreditou: finalmente teria a chance de assistir a um show do "rei do rock".
A animação era tanta que pensou em convidar colegas do Baptist Memorial Hospital - Memphis, onde fazia residência médica, para assistir ao concerto no Mid-South Coliseum, uma arena com capacidade para 10 mil pessoas. Só faltava definir a data: 27 ou 28 de agosto? Tinha que decidir logo, antes que os ingressos se esgotassem.
Enquanto o dia do show não chegava, Raul procurava se concentrar em sua tese de mestrado. Quando não estava dando plantão, o mineiro de Juiz de Fora gostava de estudar na biblioteca do hospital.
Médico brasileiro Raul Lamim é Professor da UFJF - Foto Gazeta do Triângulo

Em 16 de agosto de 1977, não foi diferente. Após pegar alguns livros de patologia clínica emprestados, passou na secretaria da necropsia. Lá, pegaria o pager e seguiria para casa. Em caso de emergência, voltaria ao hospital. A funcionária, no entanto, pediu a ele que esperasse. Havia uma necropsia urgente - e importante - para fazer. O relógio marcava 16h.
"Quando ela disse que o corpo era o do Elvis, achei que estivesse de brincadeira. Mas, quando vi carros da polícia e caminhões de TV estacionando do lado de fora, não tive dúvidas: havia acontecido algo de errado", lembra o médico, que hoje, aos 69 anos, se divide entre aulas na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e consultas na Santa Casa da cidade mineira.

Pistas sobre causas

Quando Lamim entrou na sala de necropsia do Baptist Memorial Hospital, Thomas McChesney, patologista-chefe da instituição, já estava lá. Logo que viu o corpo do cantor deitado sobre a maca, duas coisas lhe chamaram a atenção: a boca entreaberta com a língua parcialmente para fora e a tonalidade azulada da pele e das mucosas - fenômeno também conhecido como cianose.

"São sinais de grande sofrimento respiratório", explica o médico. O corpo de Elvis fora encontrado sem vida, duas horas antes, por Ginger Alden, sua noiva, no banheiro de seu quarto em Graceland, a mansão em que o cantor vivia em Memphis.
A famosa propriedade do cantor fica a menos de 25 km de distância do Baptist Memorial Hospital. Se Lamim contava os dias para o show, o rei do rock também não disfarçava a ansiedade. Daquela vez, a turnê duraria apenas 12 dias, começaria por Portland, no Oregon, e terminaria em Memphis.

Na noite anterior ao início da excursão, Elvis não conseguira relaxar. Segundo seus biógrafos, passou a madrugada em claro, jogando squash (uma partida às 04h00 da manhã, em que se movimentou pouco), repassando músicas ao piano e beliscando guloseimas - o último lanche teria sido quatro bolas de sorvete e seis cookies de chocolate. Entre uma atividade e outra, ingeria calmantes.

Às 9h, quando Ginger Alden se levantou da cama, Elvis continuava acordado. Segundo o livro "Elvis & Ginger: Elvis Presley's fiancée and last love finally tells her story" ("Elvis e Ginger: A noiva e último amor de Elvis finalmente conta sua história", em tradução livre), que ela lançou em 2014, o cantor teria dito que ia ao banheiro para ler e nunca mais foi visto com vida.


Por volta das 14h, Ginger bateu à porta do banheiro. Como Elvis não respondia, abriu. O cantor estava caído, de bruços, sobre o carpete. Ao seu lado, o livro "A scientific search for the face of Jesus" ("A busca científica pelo rosto de Jesus"), de Frank Adams, sobre o Santo Sudário, uma peça de linho com uma imagem de homem que seria Jesus.

Na opinião do médico brasileiro, a posição em que o cantor caiu no sono teria impedido a respiração e provocado sua asfixia. "O que mais chama a minha atenção, 40 anos depois, é a precocidade da morte do Elvis. Ele só tinha 42 anos. Era muito novo", afirma.

Raul Lamim durante o período de residência no Baptist Memorial Hospital (ao fundo), em Memphis (Foto: Arquivo pessoal/BBC)
G1

SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO PARTICIPA DO 16º FÓRUM NACIONAL DE DIRIGENTES DE EDUCAÇÃO EM FORTALEZA/CE

Álvaro Deangelles, Secretário de Educação de Saloá, em Fortaleza
Foto: Diculgação 
O Secretário Municipal de Educação de Saloá, Alvaro Deangelles participou na última semana, do 16º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, em Fortaleza (CE).  O evento reuniu mais de 1,2 mil dirigentes de todo o país, e tinha como objetivo discutir os desafios para o cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE) na garantia do direito à educação de todos e de cada um. Durante quatro dias, os secretários municipais, representantes do Conselho Nacional de Educação, do Ministério da Educação (MEC) e de órgãos como o Ministério Público Federal (MPF), discutiram sobre formas para solucionar dificuldades na educação pública.

Além do Fórum, o secretário participou também na quinta-feira (10), do evento da Editora Moderna, que contou com a participação de prefeitos e representantes da educação de vários Estados do país. Durante o evento o município de Saloá aderiu ao programa "Fora da Escola não Pode - Busca Ativa Escolar". O programa consiste em uma plataforma gratuita com a finalidade de combater a exclusão escolar, através de identificação, registro, controle e acompanhamento de crianças e adolescentes que estão fora da escola; e é desenvolvido pela própria UNICEF.

O Secretário também está em negociação de uma parceria com a Fundação Telefônica/Vivo. A parceria tem como objetivo tornar escolas, gestores, e professores autônomos no uso de recursos tecnológicos e conhecedores de metodologias inovadoras, fortalecendo-se assim enquanto agentes sociais.

Informações: ASCOM / Saloá