quinta-feira, 6 de julho de 2017

PRISCILA KRAUSE, SOBRE A SITUAÇÃO NO PAÍS: “O QUE ME PREOCUPA NÃO SÃOS AS DISSIDÊNCIAS POLÍTICAS, MAIS AS PESSOAIS”.

Imagem: Falando com o Agreste
Em meio a um turbilhão de informações políticas atreladas quase sempre à operações policiais e delações, que se atropelam nas mídias tradicionais e nas redes sociais, tornando o mais distante brasileiro sabedor das tristes nuances políticas que surgem em Brasília e em seus Estados e Municípios, recebemos nos estúdios da Rádio Marano FM nessa quinta (06), a Deputada Estadual Priscila Krause (DEM).

A parlamentar fez um balanço do seu mandato na Assembléia Legislativa de Pernambuco e comentou alguns aspectos da política nacional.

A democrata, que também obteve boa representatividade eleitoral no Agreste do estado, fez questão de enfatizar sua posição de apoio às investigações que possam esclarecer para a sociedade as denúncias que pairam sobre as principais autoridades e personalidades políticas do país. Krause também comentou sobre o perigoso clima de animosidade vivenciado pela população, quando amigos e até parentes se distanciam por pura ideologia política.

Abaixo na íntegra, a entrevista da Deputada.  

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MANTÉM CONDENAÇÃO A PADRES PEDÓFILOS DE ARAPIRACA

Padres são acusados de abusar sexualmente de coroinhas 
O Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas rejeitou recurso das defesas e manteve a condenação do padre Edilson Duarte e a do monsenhor Luiz Marques Barbosa, por estupro de vulnerável praticado contra coroinhas de igreja em Arapiraca (AL).
No julgamento, realizado no dia 20 de junho deste ano, os desembargadores negaram pedido de prisão feito pela Defensoria Pública, que atua como assistente de acusação no processo. De acordo com o relator, desembargador José Carlos Malta Marques, o pedido não pode ser apreciado no âmbito do recurso interposto pela defesa.
“Noto que a via dos embargos infringentes não se presta a outra finalidade senão a avaliar a divergência entre posicionamentos dos julgadores que compõem o órgão colegiado (a Câmara Criminal do TJ/AL, que condenou os réus por maioria), a fim de verificar a possibilidade de o voto divergente vir a ser acolhido […]. Por tal razão, verifica-se o uso inadequado da via eleita pela defensoria pública, para analisar questão estranha ao presente recurso”, fundamentou o relator.
O presidente do Tribunal, desembargador Otávio Praxedes, também frisou que o pedido de prisão não poderia ser analisado no julgamento. “Os dois embargos foram dos próprios acusados, então acho que assiste razão ao eminente relator, principalmente analisando o princípio jurídico que norteia os julgadores, [que dita a impossibilidade] de um recurso da defesa prejudicar os próprios réus”, declarou Praxedes, citando a expressão “reformatio in pejus”.
O pedido de prisão da Defensoria embasou-se na decisão do Supremo Tribunal Federal que permitiu o início do cumprimento da pena após julgamento em segunda instância, mesmo antes do trânsito em julgado do acórdão, isto é, antes de terminar as possibilidades de novos recursos.
Edilson Duarte foi condenado a 16 anos e 4 meses de reclusão, e Luiz Marques Barbosa a 21 anos, em decisão da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Arapiraca, posteriormente mantida pela Câmara Criminal do TJ/AL.
Fonte: Ascom TJ/AL

INVERNO 2017: A ONDA DE FRIO E CHUVAS QUE MUDOU A ROTINA DE GARANHUNS


*Por Marcelo Jorge

Até o início da década de 1980, Garanhuns figurava como uma cidade de vocação turística e que tinha nas flores seu símbolo.

Chegou a ser conhecida, por estes atributos como ‘Cidade das Flores’. Afinal, as imagens dos seus jardins floridos eram ícones que à época, ainda longe  das redes sociais e mídias que hoje transformam uma notícia local em enfoque mundial, percorriam o país dando ares de cidade charmosa a este belo pedaço de chão encravado sobre sete colinas, bem no coração do Agreste pernambucano.

Mas um diferencial marcante de Garanhuns era, sem dúvidas, o clima: Um frio exótico, beirando os 5, 6 graus centígrados que a partir da primeira metade do século 20, trazia visitantes de diversos recantos do país para tratarem-se no ‘Sanatório’, uma espécie de hospital que cuidava de doenças do trato respiratório e que posteriormente veio a se tornar o emblemático Hotel Tavares Correia, segmento que ainda hoje mesmo tombado como patrimônio histórico, explora a atividade hoteleira em plena Avenida Rui Barbosa, alameda de acesso à Cidade.



A densa neblina que se formava na cidade no período de inverno, seguido de longas temporadas de chuvas, chamavam a atenção para o município que apresentava-se ainda como ‘Suiça Pernambucana’ e ‘Terra da Garoa’, já nas décadas posteriores.

Após 1990, com a ampliação da cidade, crescimento populacional, chegada de mais veículos, redução das matas na vizinhança oriunda de um desmatamento sem controle ambiental e a expansão das áreas asfaltadas, o clima foi sendo também alterado. 

Por sua vez, os estudos que passaram a apresentar indícios de um rápido aquecimento global, deram o golpe final em um dos charmes mais característicos de Garanhuns. 
Mas, os primeiros Festivais de Inverno, nascidos no ínicio  dessa década ainda mostravam resquícios do frio, porém nada que pudesse se assemelhar aos rigorosos invernos anteriores.

Em 1998, os termômetros já exibiam temperaturas até no máximo a casa dos dois dígitos, sendo as mais baixas em torno de 10 ou 11 graus, um fato a cada ano mais raro.

A VOLTA DO FRIO
Dando um salto no tempo, assistimos hoje, em pleno século 21, após um longo período de estiagem, a chegada de um inusitado inverno, coroado mais uma vez pela neblina que tornou-se um espetáculo à parte, principalmente nos bairros mais altos - as famosas sete colinas -, além das fortes chuvas e ventos que já criam uma atmosfera mais “preguiçosa” ao município. 

Quando os termômetros passaram a registrar nas primeiras horas da manhã temperaturas próximas a 12, 13 graus e 16 graus no restante do dia, as vestimentas das ruas de repente mudaram: luvas, toucas, capas, guarda chuvas e sombrinhas saíram dos armários e em casa a população passou a utilizar edredons e cobertores mais densos, dormir mais cedo, acordar mais tarde (se possível), além de retomar com mais ênfase o consumo de cafés, chás e chocolates quentes, bebidas que hoje dão a tônica na gastronomia local.

Com a chegada de mais um Festival de Inverno em sua vigésima sétima edição a ser iniciada no próximo dia 20 e perdurando estas atuais condições climáticas, compartilharemos com nossos visitantes o nosso frio como mais uma das sensações agradáveis de se estar em Garanhuns, em conjunto com as belas imagens que certamente levarão em suas selfies. 

Pelo menos nesse momento, Garanhuns está sendo Garanhuns. Vamos aproveitar!