domingo, 2 de julho de 2017

ALIADO DE LULA E DE ARMANDO MONTEIRO, HÉLIO DOS TERRENOS É ELEITO NOVO PREFEITO EM BELO JARDIM

Hélio dos Terrenos - Foto: Divulgação
E os eleitores de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, voltaram às urnas hoje num clima de expectativa para escolher o novo prefeito, após a cassação do mandato de João Mendonça (PSB), em outubro, pela Justiça Eleitoral por improbidade administrativa.

Três candidatos concorreram nesta eleição suplementar. O presidente da Câmara de Vereadores, Gilvandro Estrela (PV); o ex-vice de João Mendonça, o socialista Luiz Carlos (PSB); e o empresário Hélio dos Terrenos (PTB), que ficou em segundo lugar na última eleição e agora foi eleito prefeito de Belo Jardim.

Hélio dos Terrenos, da coligação “Belo Jardim Para Todos”, foi um dos candidatos nas eleições passadas, quando obteve 14.015 votos. O vice é Silvano Galvão, também do PTB.
Segundo a Justiça Eleitoral, o prefeito eleito recebeu 18.948 votos, o que corresponde a 46,06% dos votos válidos (excluindo brancos e nulos). Luiz obteve 13.800 votos, o que equivale a 33.47%, e Gilvandro recebeu 8.442 votos, ou seja, 20,48% da votação.
Foram registrados, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 1.239 votos brancos (2,77%), 2.305 votos nulos (5,15%) e 14.174 abstenções (24,05%). Belo Jardim tem um total de 58.944 eleitores aptos a votar.

Perfil

Hélio dos Terrenos tem 38 anos e é empresário. No ano passado, disputou as eleições municipais que foram canceladas pela justiça. Ele tem uma proposta de renovação para o município. "Eu vejo hoje o povo sofrendo muito, precisando de oportunidades. Belo Jardim parou de oferecer isso ao seu povo. Infelizmente, de 16 anos pra cá, a cidade parou no tempo. Nós precisamos trazer indústrias, oportunidades para os nossos jovens e fazer o município crescer cada vez mais", afirma o prefeito eleito.

Eleição Suplementar de Belo Jardim

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 11 de maio, decidiu, por unanimidade, pela realização de eleições suplementares no município. O candidato João Mendonça (PSB), que havia vencido o pleito de 2016, teve o registro de candidatura impugnado pelo Ministério Público e coligações adversárias por improbidade administrativa com dano ao erário e enriquecimento ilícito.


Ele concorreu à eleição de 2016 com o registro indeferido, aguardando julgamento definitivo do recurso pela Justiça Eleitoral. João Mendonça estava no cargo amparado por liminar concedida pelo TSE.

BELO JARDIM EM DOMINGO DE ELEIÇÃO. NOVO PREFEITO SERÁ CONHECIDO HOJE A NOITE

Eleições colocam municício do Agreste é destaque hoje na
mídia nacional
Os eleitores de Belo Jardim, no Agreste do estado, estão mais uma vez de volta às urnas hoje, domingo (02), para participarem da eleição suplementar e escolher o novo prefeito que administrará a cidade até 2020. 

Estão no páreo o empresário e ex-vice prefeito Luiz Cláudio (PSB), o prefeito interino e presidente da Câmara, Gilvandro Estrela (PV), e o empresário Hélio dos Terrenos (PTB). Além da disputa pela prefeitura do município, está em jogo a força política dos respectivos padrinhos dos candidatos que buscam ampliar suas bases eleitorais visando a eleição para o governo de Pernambuco em 2018.

Luiz Carlos tem como padrinho político o governador Paulo Câmara (PSB). É apoiado, ainda, pelo deputado estadual Aluízio Lessa (PSB) e o filho do ex-governador Eduardo Campos, João Campos (PSB). Sua campanha foi coordenada por João Mendonça (PSB), eleito em outubro do ano passado, mas que perdeu o cargo de prefeito por determinação judicial em 11 de maio deste ano, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou liminar que mantinha a posse do socialista, condenado por improbidade administrativa.

Gilvandro Estrela aposta suas fichas na aliança com o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), para vencer o pleito. Enquanto Hélio dos Terrenos (PTB) tem o senador Armando Monteiro Neto (PTB) como principal “cabo eleitoral” e conta com o apoio do ex-presidente Lula (PT). O petista chegou a fotografar e gravar mensagem de apoio à sua candidatura.
Antes da confirmação das candidaturas chegou-se a especular uma eventual aliança entre os candidatos do senador Armando Monteiro e do ministro Mendonça Filho.
O acordo, no entanto, não foi adiante. Na reta final da campanha, os candidatos investiram em caminhadas, trabalho de porta a porta e comícios para chamar a atenção do eleitores. Apesar das divergência políticas, os três foram unânimes em afirmar que a violência tem se transformando num problema para os moradores. A questão da falta de segurança está na pauta de prioridade dos candidatos.
A Justiça Eleitoral chegou a escalonar os comícios, na última semana de campanha, por causa da falta de segurança. O candidato Gilvandro Estrela suspendeu a caminhada que fazia na cidade após uma briga resultar na morte de um rapaz. O episódio de violência não teve relação com o acirramento da campanha, mas segundo Estrela, o crime aconteceu por falta de policiamento. “Decidi trocar o comício que faria por uma caminhada pela paz por conta da violência. Faltou ao governador Paulo Câmara o gerenciamento que o ex-governador Eduardo Campos tinha”, critica.

Para o candidato Hélio dos Terrenos, a população precisa se sentir protegida, algo que não está acontecendo no governo do PSB. “Pretendo criar uma central de monitoramento no centro da cidade, na entrada e na saída, além de uma guarda municipal para ajudar no combate a violência”, promete.

O candidato Luiz Carlos também citou a escalada da violência no país e garantiu que caso seja eleito fará videomonitoramento na cidade. “Implantaremos câmaras de segurança na cidade e nos três distritos (Xucuru, Serra dos Ventos e Água Fria), além de fazer com que a guarda municipal trabalhe numa ação conjunta para reduzir a violência”, afirma.

A eleição deve ser encerrada as 17 horas. O município de Belo Jardim tem 60.037 eleitores aptos a votar. 

OPOSIÇÃO PEDE A MAIA QUE DENÚNCIA CONTRA TEMER SIGA RITO DO IMPEACHMENT

Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados / Câmara dos Deputados
Líderes do PT, PCdoB, PSOL, Rede e PDT defendem que a votação em plenário ocorra em um domingo e seja transmitida ao vivo pela TV Câmara.

Partidos da oposição pressionam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a marcar a votação da denúncia pelo crime de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer no plenário da Casa em um domingo para garantir maior visibilidade e apoio ao pleito. 
Líderes do PT, PCdoB, PSOL, Rede e PDT estiveram reunidos com Maia, na terça-feira (27), para pedir que o rito da votação seja o mesmo adotado no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Maia, entretanto, não se comprometeu com o pleito.

A oposição também pede que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, seja ouvido no dia da votação para sustentar a denúncia, que o presidente da Casa repita o nome dos parlamentares ausentes e que o pleito seja transmitido ao vivo pela TV Câmara.

— Maia não se convenceu com nossos argumentos, mas sabe que vamos lutar por isso — afirmou o líder da Rede, Alessandro Molon (RJ).