segunda-feira, 23 de outubro de 2017

GARANHUNS RECEBE EXPOSIÇÃO CALEIDOSCÓPIO

Foto: Francisco Baccaro
O Sesc Garanhuns está sediando a exposição que reúne três artistas de diferentes gerações, Daniel Santiago, representante da geração 1960, Gil Vicente, os anos 1970 e Marcelo Silveira, década de 1980.

O tema Caleidoscópio foi escolhido, pela potencialidade dele formar imagens virtuais à medida que o objeto é manipulado manualmente, já que o caleidoscópio é um instrumento óptico que serve para criar efeitos visuais simétricos com o auxílio de um conjunto de espelhos e vidros coloridos.

O artista Daniel Santiago produziu uma obra especialmente para a mostra. Ele aproveitou as reuniões semanais com outros artistas para criar o seu próprio caleidoscópio. Já o responsável pelos anos 70, Gil Vicente vai expor a série Espelho Meu, que são desenhos recentes, em grande dimensão, e inéditos. O terceiro artista, Marcelo Silveira propõe um trabalho que aposta na variação das imagens, algo que está no centro do conceito de Caleidoscópio, porém perturbando o espaço físico da mostra. Ele apresenta uma porta giratória, que está ali para ganhar movimento através de uma operação manual, criando imagens e sombras que se modificam.

Sobre os artistas:

Foto: O Globo
Daniel Santiago, natural de Garanhuns, morou, entre os anos de 1962 e 1966, na Bahia onde aprendeu a fazer xilogravuras. Influenciado por  Hansen Bahia e Emanoel Araújo, trabalhou na Mesbla (Salvador), desenhando anúncios para  jornais e televisão. Daniel é ainda professor de artes plásticas formado pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Pernambuco em 1977. Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco em 1980. Fez Curso de Especialização de Desenho (1970), Curso de Pintura (1971 e 1972), Curso de Escultura (1973) e Curso de Teatro (1974) no Festival de Inverno da Universidade Federal de Minas Gerais, na cidade de Ouro Preto. Sua obra demonstra a potência da vida coletiva, a multiplicação de um capital cultural, social e afetivo por meio de parcerias por afinidade com outros artistas e obras.

Foto: Arteducação
Gil Vicente nasceu em 1958, no Recife, onde mora e trabalha. Entre 1972 e 1981 estudou na Escolinha de Arte do Recife e nos cursos livres da UFPE e da Escola de Belas-Artes de Paris. Em 1975 recebeu o 1º Prêmio do Salão dos Novos, no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, e em 1981 o Prêmio MEC/FUNARTE do Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, no Museu do Estado. Realizou mostras individuais no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no MAM da Bahia, no MAC de Porto Alegre e no Mamam do Recife (1998-2000). Participou da Bienal do Mercosul em 2001, da Bienal de São Paulo em 2002 e 2010, e do Panorama da Arte Brasileira, no MAM-SP e em Madrid, em 2007.

Foto: Folha PE
Marcelo Silveira nasceu em 1962, em Gravatá, Pernambuco. Vive e trabalha em Recife. Participou da 1ª Bienal Internacional de Artes Plásticas de Buenos Aires, Argentina (2000); da 5ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, Brasil (2005); da 4ª Bienal de Valência, Espanha (2007); da 29ª Bienal de São Paulo (2010);
O trabalho do artista ocupa um espaço entre: metade dentro e metade fora do museu. A acumulação é uma das suas estratégias favoritas: objetos reminiscentes de aparelhos domésticos esvaziados de qualquer uso funcional, mas que parecem carregar significados; esferas feitas de vários materiais e tamanhos diversos, imóveis, como se esperassem algum evento anunciado; centenas de objetos de vidro (copos, garrafas ou cacos)...

A exposição, que tem como curadora Joana D’arc Lima, ficará no SESC Garanhuns até o dia 15 de dezembro. Nas terças e sextas das 8h às 20h e aos sábados e domingos das 16h às 20h


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