sexta-feira, 8 de setembro de 2017

POLÍCIA FEDERAL RECONDUZ GEDDEL À PRISÃO, APÓS ESCÂNDALO DE R$ 51 MILHÕES EM MALAS

O ex-ministro Geddel Vieira Lima (foto: EVARISTO SA/AFP)
O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira. A prisão preventiva foi pedida pelo Ministério Público Federal (MPF). Agentes da PF acompanhavam o político, que partiu em um carro pouco antes das 7h. A PF ainda não se pronunciou sobre o caso.

O ex-ministro cumpria prisão domiciliar sem tornozeleira eletrônica em Salvador, na Bahia. O peemedebista havia sido preso em 3 de julho e mandado para casa em 12 de julho.
Na terça-feira, a PF apreendeu R$ 51 milhões em um apartamento que seria utilizado por Geddel em Salvador. A conferência indicou R$ 42,6 milhões e US$ 2,68 milhões em cédulas. Imagem divulgada pela PF mostrou o dinheiro separado em vários sacos brancos, em fileiras no chão. De um lado, embalagens com reais, e de outro, as com dólares.

As impressões de Geddel foram identificadas em malas e caixas onde estavam estocadas as cédulas. Na quarta-feira, o proprietário do apartamento admitiu ter emprestado o imóvel a Geddel. O empresário Silvio Silveira, porém, disse à Polícia Federal que “não sabia” que o local era utilizado para que o peemedebista guardasse dinheiro.

Silveira apresentou-se ontem à PF e contou que Geddel pediu o apartamento para estocar “pertences do pai”, que morreu em janeiro de 2016.

ARTICULADOR
Um dos responsáveis pela articulação política do governo de Michel Temer, Geddel deixou o cargo de ministro da Secretaria de Governo após seis meses no cargo, em novembro do ano passado, após polêmica envolvendo o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero. Este o acusou de tê-lo pressionado para liberar uma obra na Ladeira da Barra, em Salvador.

No final de agosto, a Justiça de Brasília aceitou a denúncia da Procuradoria da República contra Geddel e o transformou em réu por obstrução de justiça, por tentar atrapalhar as investigações sobre desvios do fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).


(Com informações do Correio Braziliense e agências)

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