terça-feira, 12 de setembro de 2017

ACUSAÇÃO CONTRA " QUADRILHÃO" DO PMDB DEIXA PLANALTO EM ALERTA


 Michel Temer poderá ser alvo de uma segunda denúncia de Rodrigo Janot (Kenzaburo Fukuhara/Reuters)nar legenda

A conclusão do inquérito da Polícia Federal (PF) que investigou o chamado “quadrilhão” do PMDB na Câmara acendeu o sinal amarelo no Palácio do Planalto. Auxiliares de Michel Temer (PMDB) admitem que o relatório da PF turbinará uma segunda denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente.

Os investigadores concluíram na segunda-feira que integrantes do PMDB participavam de uma organização criminosa. A divulgação do relatório ocorre no momento em que o Planalto avaliava que as prisões do empresário Joesley Batista, dono do Grupo J&F, e do diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud, poderiam enfraquecer uma nova acusação contra Temer.
Além disso, o documento cita o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), preso após uma operação da PF que encontrou 51 milhões de reais em um apartamento usado por ele em Salvador. O Planalto teme que Geddel faça uma delação premiada e envolva Temer na prática de crimes.
Em conversas reservadas, aliados do presidente têm receio de que Geddel se transforme em um “novo Antonio Palocci”. Ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos do PT, Palocci acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)na semana passada, de fazer um “pacto de sangue” com a Odebrechtpara receber 300 milhões de reais em propinas.
Desde que a PF descobriu as malas de dinheiro atribuídas a Geddel, o governo e a cúpula do PMDB tentam se descolar do ex-ministro.

Na avaliação do núcleo político do governo, Janot não deixará o cargo, no final desta semana, sem apresentar nova denúncia contra Temer. Com esse diagnóstico, ministros já retomaram as conversas para pedir a deputados de seus partidos que não abandonem o presidente se outra acusação contra ele chegar ao plenário da Câmara.

(Com Estadão Conteúdo

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