segunda-feira, 7 de agosto de 2017

PRESIDENTE DA CÂMARA QUER AGILIZAR APROVAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Imagem: Sérgio Lima/ Folhapress
*Marcelo Jorge

Em nossa estada aqui em Brasília, estamos acompanhando também as atividades do Congresso Nacional, após seu recesso. Conversando com alguns parlamentares, tivemos a oportunidade de ouvirmos algumas opiniões sobre a entrevista concedida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quando o mesmo afirmou que quer votar a reforma da Previdência até o início de setembro. Maia fez a declaração em entrevista concedida a uma rádio, ontem pela manhã. Na oportunidade, ele voltou a defender que o plenário aprove o quanto antes a mesma proposta que foi aprovada na comissão especial, em maio.

A questão fiscal do Brasil e o déficit da previdência chegaram num ponto em que se a gente tiver um pouco de bom senso, maturidade e responsabilidade a gente tem que votar, no mínimo, o texto que foi aprovado na comissão. Porque não adianta que a gente faça uma reforma menor do que isso, porque não vai resolver o problema dos brasileiros”, chegou a dizer o parlamentar.

Rodrigo Maia ainda disse que na próxima semana deve convidar economistas renomados que possam apresentar números da Previdência para os deputados de partidos governistas. Enquanto isso, afirmou que espera que a base aliada ao governo esteja recomposta para alcançar o quórum de 308 votos, mínimo necessário para aprovar uma proposta de emenda à Constituição.

Na minha agenda, a Câmara precisa estar votando essa matéria em setembro, a gente precisa estar pronto pra votar a partir do início de setembro. E eu espero que a gente esteja com a base organizada já no final de agosto pra que a gente consiga avançar nessa votação que é decisiva para o Brasil”, declarou.

A última contabilidade feita pela liderança governista, logo após a aprovação do parecer na comissão especial, apresentava o número de 290 votos favoráveis à reforma. No entanto, na votação em plenário do parecer que pedia o arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer, o governo teve o apoio de 263 deputados.

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