quarta-feira, 30 de agosto de 2017

PREFEITURA EMITE NOTA A RESPEITO DA GREVE DOS PROFESSORES

Foto: Blog do Carlos Eugênio
Durante uma reunião, realizada no dia 24 de agosto, os professores da Rede Municipal de Ensino decidiram por unanimidade decretar estado de greve e não trabalhar nesta quarta-feira (30), como forma de advertência. Com isso a Prefeitura de Garanhuns, através da Secretaria da Educação, informou por meio de nota que a situação da educação de Garanhuns é delicada, assim como em todo o país, mas o diferencial da cidade é que, com a gestão participativa, todos podem se manifestar.  Ainda na nota, o governo municipal informou que a Secretaria de Educação está disponível para dialogar e buscar alternativas para resolver essas desavenças.

Confira abaixo a nota completa:

NOTA DE ESCLARECIMENTO - ESTADO DE GREVE - A respeito do estado de greve decretado por alguns professores de Garanhuns, a Secretaria de Educação do município vem a público esclarecer alguns desses pontos. A situação da Educação de Garanhuns, bem como em todo o país, é e sempre foi delicada. Porém, o diferencial de quando se faz uma gestão participativa é que todos podem se manifestar. E esta é uma característica da gestão atual da pasta. A equipe à frente da Secretaria de Educação se disponibiliza, desde o início deste período de tensão, para o diálogo e a busca de alternativas para resolver o impasse. Pois, nenhuma discussão é saudável e lógica se não houver a intenção resolutiva ao invés de combativa por si só. A busca do direito é justa, mas o direito do aluno também precisa ser preservado.

Sigamos aos pontos questionados na postagem:

Foto: Blog do Carlos Eugênio
Os 200 dias letivos dos alunos estão sendo assegurados sim. Isso porque são desenvolvidas atividades intracurriculares de forma alternada para a promoção de aprendizagem. A parte do currículo diversificado já existia no planejamento pedagógico das escolas com contação de histórias em sala, visitas técnicas, Maria da Penha Vai à Escola, Escola no Cinema, AMSTT, salas de leitura. Tudo estava no planejamento, apenas foi reorganizado para as terças-feiras.

Nos dias em que eles estão em sala e não há professores ministrando aulas (por conta da paralisação), os supervisores e equipe gestora, que também são professores, planejam as aulas e as executam. Assim, são mantidos os alunos em sala de aula e no ambiente escolar, onde muitos deles têm a única refeição do dia com qualidade e onde, através da frequência, garantem que as famílias recebem benefícios sociais. É uma questão bem mais ampla do que pode parecer se olhada de forma superficial. Sendo assim, ninguém está sendo prejudicado com a ampliação da aprendizagem por meio de atividades transdisciplinares. Na verdade, são beneficiados, numa análise mais profunda.

O PCCR está sendo analisado e reformulado por uma comissão de 11 professores que representam todos os segmentos, inclusive sindicalistas.

A comissão para a formulação do PCCR  é paritária. Então, caso aumente a participação do Sindicato também será obrigatório aumentar a participação de todos os outros. Uma discussão com tantos participantes pode não ser conclusiva e não ser satisfatória para a comunidade escolar.

Atender à recomendação do MPPE vai de encontro ao artigo 37 do PCCR, que foi criado pelos próprios professores e sancionado pelo Poder Executivo em 2010. O atual posicionamento visa cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Acusar a Secretaria de Educação de falta de diálogo ou de abertura é errôneo, visto que a gestão sempre esteve aberta a ouvir sugestões viáveis. A secretária de Educação, Eliane Simões, se disponibilizou pessoalmente para atender a cada um, de forma propositiva. Foram solicitadas ao próprio Sindicato as propostas, mas o que a Secretaria recebeu foi uma imposição por parte do Sindicato, que não abria negociação, tampouco apresentava uma solução realmente viável.

Quanto ao questionamento das horas, a Secretaria esclarece que o concurso foi realizado para 150 horas/aula os aprovados assinaram o contrato concordando com a informação que já constava no edital e não há o que se discutir no momento quanto a esse fato. O concurso foi para 150 horas/aula, portanto, seguindo o edital com o qual todos concordaram, deve-se trabalhar 150 horas/aulas e receber por 150 horas/aulas.

Quanto ao assédio moral, a Secretaria de Educação desconhece tal ato e se coloca à disposição, mais uma vez, para receber denúncias e provas, de forma sigilosa, caso o professor prefira, para apurar os fatos e punir quem está assumindo essa postura. Assédio não será aceito sob nenhuma hipótese.


Vale salientar que encontramos soluções para as terças-feiras, quando há a parada semanal, e agora alguns professores decidiram decretar oficialmente estado de greve. De toda forma, vamos continuar buscando alternativas para que os alunos não sejam prejudicados. Afinal, é essa a nossa responsabilidade: formar cidadãos de bem e fornecer conhecimento para que eles sigam sempre além. Mais uma vez, a Secretaria volta a afirmar que está disponível para diálogos propositivos e que continuará enfrentando todos os desafios da Educação, que são muitos. A Educação de um município é um dos pilares para a construção de uma sociedade mais justa e a gestão da pasta está empenhada em colaborar com essa construção de forma viável”.

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