quarta-feira, 19 de julho de 2017

TEMER NÃO CONFIA NO PRESIDENTE DA CÂMARA, RODRIGO MAIA. HÁ CHEIRO DE CONSPIRAÇÃO NO AR

Maia e Temer - Foto: Beto Barata (PR)
*Por Marcelo Jorge

A atual situação política do país, estabelecida mais especificamente um pouco antes das últimas eleições presidenciais de 2014, que alçaram a petista Dilma Rousseff ao mais alto cargo do país, mas com uma reeleição envolta em denúncias e com uma votação aquém da sua margem anterior, o que criou uma forte polarização e fortalecimento das oposições e que também iniciou um ciclo de divisão entre os brasileiros, a partir dalí vistos simplemente como ‘coxinhas’ ou ‘petralhas’ inaugurou um momento complicado com o apíce que foi o impeachment da presidente.

As desconfianças entre antigos aliados, os rompimentos de relações entre amigos e até parentes se multiplicaram dividindo ainda mais a outrora ‘Pátria Mãe Gentil’. As gentilezas desapareceram. As redes sociais, por sua vez, controladas em sua maioria pela própria população, passaram a disseminar ódio ideológico o que contaminou o cenário social e político nacional.

No entanto, em meio a assunção do poder pelo Vice presidente de Dilma, Michel Temer (PMDB), imediatamente tachado de ‘golpista’ pelos ex aliados que se tornavam alí ferrenha oposição, o que deveria significar um ‘apagar das chamas’ se tornou uma tocha incandescente que até agora não conseguiu dar sinais de arrefecimento.

E na República, as desconfianças continuam...

Em um jantar na noite dessa terça (18), entre o presidente da República Michel Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a sobremesa era pura desconfiança. Mas esta, sem dúvida, continuará viva enquanto houver a possibilidade de queda de Temer e de ascensão de Maia. Discutiu-se no momento a migração de parlamentares do PSB para o DEM, o que fortaleceria Maia, tornando seu partido o quinto maior do congresso. Naturalmente, percebendo a estratégia do democrata aliado (?) Temer viu o risco que isso lhe trazia e reagiu. Está oferecendo todas as condições e possibilidades (leia-se recursos, cargos e liberação de emendas) para que os socialistas arrependidos possam migrar na verdade para seu PMDB, lhe dando na próxima votação das denúncias, dessa vez no plenário, uma sobrevida ao seu governo. 

*Consultor Político, radiojornalista âncora do programa 'Falando com a Agreste', publicitário e Graduando em Ciência Política pela UNINTER

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