terça-feira, 4 de julho de 2017

EX EMPREGADA ACUSA DEPUTADO TIRIRICA DE ASSÉDIO SEXUAL, CASO ESTÁ SENDO ANALISADO NO STF

Deputado Tiririca em sessão na Câmara 
A defesa de uma ex-funcionária do deputado federal Tiririca (PR-SP) apresentou uma denúncia, distribuída na última quarta-feira (28) ao ministro Celso de Mello, do STF, alegando que o parlamentar teria a assediado sexualmente.
Por se tratar de um parlamentar, com prerrogativa de foro, o caso foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo informações do Metrópoles, a alegação foi apresentada em um processo trabalhista apresentado por ela contra o deputado, e reafirmado à Polícia Civil do DF depois que a esposa de Tiririca registrou uma ocorrência de extorsão contra a mulher.
Na denúncia, Maria Lúcia Gonçalves Freitas de Lima, que trabalhava na casa do parlamentar como empregada doméstica, teria sofrido assédio em pelo menos duas ocasiões, em São Paulo e em Fortaleza, no ano passado.
No dia 24 de maio do ano passado, durante uma viagem com o casal e a filha para São Paulo, Tiririca, que estaria “exalando odor etílico”, teria cometido o abuso.
Em seguida, na presença da família, o parlamentar teria desabotoado a calça e, “com o pênis ereto”, começado a correr atrás dela. Ela afirma que a filha, dois assessores do deputado e a mulher “riram do ocorrido”.Em outra ocasião, na mesma semana, Maria Lúcia foi com a família de Tiririca para Fortaleza, onde ficou durante oito dias cuidando da filha do casal. No Ceará, eles teriam ficado hospedados em um sítio do deputado.
À Polícia Civil do DF, Maria Lúcia disse que “a família fez festas todos os dias; que sempre que a declarante passava perto de Francisco ele dizia: ‘vou te comer’, passava a mão no cabelo da declarante e nas nádegas. 
Extorsão
A ocorrência sobre a suposta extorsão foi registrada na 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul), em 3 de maio deste ano, pela esposa de Tiririca, Naná da Silva Magalhães.
Segundo a mulher do parlamentar, a tentativa de extorsão teria ocorrido em junho de 2016 na casa onde o deputado mora, na Asa Norte, um mês depois da data em que Maria Lúcia diz ter sido assediada. Ela alega que a ex-funcionária foi demitida pois “fazia uso de bebida alcoólica durante a jornada de trabalho”. No entanto, após receber a notícia, Maria Lúcia teria pedido R$ 100 mil, “caso contrário prejudicaria o casal”.A ação tramita na 21ª Vara do Trabalho de Brasília, sob segredo de Justiça. Já a ocorrência registrada na 10ª DP com os dois depoimentos foi enviada ao STF.

Fonte: Notícias ao Minuto

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