terça-feira, 25 de julho de 2017

É MUITA HARMONIA: MPB 4 EMOCIONA E JÁ É CONSIDERADO O MELHOR SHOW DO FESTIVAL DE INVERNO

O frio, a chuva e um dia injusto levaram pouca gente para a praça 
Foto Keylle Almeida 


Uma noite de segunda-feira fria e chuvosa e um dia impróprio para um dos maiores grupos musicais do mundo em atividade, o MPB4, levou poucas pessoas à Praça Mestre Dominguinhos em Garanhuns, durante a quarta noite do Festival de Inverno.
A chuva e o frio são personagens adequados e imprescindíveis em um evento neste período de Julho. É bem verdade que quando a programação desta 27° edição do FIG foi divulgada há poucas semanas, como todos os anos, sofreu críticas como nunca tinha se visto em edições anteriores. Os “críticos", que na verdade são apenas entendidos em seus próprios gostos, usando do senso comum, espalham horrores sobre os artistas como o maior quarteto em atividade no mundo, segundo o Livro do Guinnes Book, que os coloca como o mais longevo em atividade no mundo na atualidade. Pois bem, e foi com muito respeito ao pequeno público que enfrentou uma segunda-feira com condições atmosféricas adversas que eles subiram ao palco e mandaram alguns dos seus maiores sucessos, que passeiam necessariamente pela música de Chico Buarque de Holanda, Aldir Blanc, Milton Nascimento, Gonzaguinha, João Bosco, Tom Jobim e outros imortais da música brasileira.
Cremos que a Fundarpe tem que rever em sua grade de programação os dias que alguns artistas, que mesmo sendo de grande reconhecimento e valia para a música brasileira mas não tem um apelo popular tão grande para preencher um espaço que abriga cerca de 50 mil pessoas. Ou seja, duas ou três mil pessoas num espaço tão grande repassa a ideia que a apresentação foi muito ruim, quando na verdade estamos nos referindo  a grupo com mais de cinco décadas de relevantes serviços prestados a boa música brasileira, que são os veteranos do MPB 4, na nossa opinião, o melhor show dos 4 dias de Festival de Inverno de Garanhuns.

Portanto fica a dica para a Fundação de Cultura de Pernambuco em relação a se rever casos como esse. Sugestões? sim! os ritmos de maior apelo popular como  as apresentações do forró na quarta-feira, que já tem um público segmentado, bem que poderiam ser colocadas numa segunda feira, para que se garantisse uma praça com menos espaços vazios. Graças ao profissionalismo, o respeito e o amor a arte dos integrantes da lendária banda carioca, prevaleceu o respeito ao público presente que foi aplaudir e reverenciar artistas que poderia ter se apresentado para 40 mil pessoas numa noite de sexta-feira ou sábado.












Um comentário:

  1. Bom dia! Acredito que alguns poucos que se dizem jornalistas e ou blogueiros, deviam procurar difundir mais sobre os artistas levando a informação do que são e oque representam e com isso fazer o papel crucial que é levar a informação. Param no que aparentemente rende mais mídia, mas incrível como pecam em tentar desmerecer o festival na sua íntegra falando do público do festival. Caros o FiG sempre foi e sempre será oque é essencialmente por ser multicultural ou sejam pluralidades. E se alguns poucos apenas gostam ou conhecem um determinado artista, sim esses poucos irão assistir. Quando mostrarem a praça ressaltem que lá estão os que gostam daquele artista , mas no mesmo momento mostrem oque aconteceu nos outros palcos durante o dia e até na mesma hora. Muitos querem ser apontados como aqueles que levam a noticia, mas só se sobressaem nesse mercado, aqueles que levam a íntegra dos fatos.FiG está sim muito bom! E para todos os gostos. Quanto ao apelo popular, senhores FIG se fez pela qualidade e variedade, nunca só pela quantidade.

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