quinta-feira, 15 de junho de 2017

TRAGÉDIA COM AS BARRACAS DE FOGOS EM GARANHUNS COMPLETA 37 ANOS




E foi num feriado igual ao de hoje,  Dia de Corpus Christi, 37 anos atrás,que Garanhuns sofreu sua segunda maior tragédia. 
A primeira foi a hecatombe que vitimou quase 20 vidas há exatos 100 anos. 

Era uma quinta-feira, como hoje, um feriado religioso do Corpo de Cristo que naquele ano de 1980 - precisamente no dia 05 de junho -, depois de uma calorosa discussão anterior entre a igreja católica local, por intermédio do Bispo Dom Tiago Postma com dirigentes do Comércio local  sobre abrir ou não o comércio num feriado santo para a igreja católica. 
As duas barracas de fogos ficavam localizadas no centro de Garanhuns em cima da marquise onde ficava a cobertura do bar " Colunata". 
As barracas pertenciam respectivamente aos Sr. Protásio Gomes Azevedo conhecido como Tazinho e Sr. José Alves da Silva Filho, muito conhecido por José Barroso.


A tragédia se consumou com as explosões das duas barracas, causadas por um curto circuíto na instalação elétrica de uma delas. O deslocamento de ar causado pelo sinistro, atingiu um raio de mais de 500 metros . As explosões causaram estragos em vários estabelecimentos no centro da cidade. Vidros de casas comerciais foram estourados, tetos danificados como o do Cine Jardim e do Banco do Brasil, além de portas arrancadas e os  ferros que cobriam os boxes retorcidos e  parcialmente destruídos.


SALDO DA TRAGÉDIA


O saldo da tragédia foi de 04 pessoas mortas e 38 feridos. O prejuízo material foi calculado em mais de 50 milhões de cruzeiros, o equivalente hoje a 14 milhões de reais. O prefeito da cidade á época era Ivo Tinô do Amaral, que imediatamente mobilizou o governador do Estado, Marco Maciel. este, chegou  em  Garanhuns  poucas horas depois, para ver de perto a tragédia junto com alguns secretários entre eles, José Tinoco - hoje proprietário do Hospital Perpétuo Socorro e Rádio Marano FM e que prometeu ajuda necessária para reconstrução e ajuda aos que sofreram os danos materiais.



Vale ressaltar algumas entidades públicas ou não, trabalharam no empenho para ajudar no que foi possível para amenizar a dor e fazerem os procedimentos para reorganizarem a cidade diante do cenário de destruição ali instalado. Lembro que uma notícia veiculada numa rádio do sudeste do país dava a informação que a cidade de Garanhuns tinha sido destruída totalmente com as explosões para o desespero de muitos pernambucanos que por lá moravam. 

Daí entra a prestação de serviços dá Radio Difusora de Garanhuns tentando tranquilizar as pessoas do que tinha ocorrido e tudo estava sob controle. O 71° BI de Garanhuns fazendo um trabalho de socorro inestimável como até hoje o Exército faz onde ocorrem as grandes tragédias. Voluntários do 4 ° Batalhão de Polícia também se ofereceram para ajudar, a Celpe pôs um batalhão de eletricistas para reenergizar á cidade. Prefeitos da região partiram para Garanhuns para dá um apoio no que fosse necessário e o prefeito Ivo Amaral foi um incansável em disponibilizar engenheiros, seus secretários e viaturas para ajudarem no que fosse preciso junto com o legislativo municipal que também esteve presente nas ajudas.


Enfim: um dia que não será esquecido nunca. 
O que se supõe é que que se o comércio local tivesse aberto, como se cogitava, o prejuízo de vidas seria bem maior, pois a cidade de Garanhuns já tinha um comércio bem movimentado aquela época. 

No fim da "guerra " travada entre o comércio e a igreja fica a reflexão sobre o divino e o 'terreno', entre os que acreditam em intervenção divina como um sinal e o poder econômico avassalador.
Por Marcos Antônio





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