quarta-feira, 28 de junho de 2017

TEMER CONSIDERA DENÚNCIA DE JANOT FRÁGIL E AFIRMA QUE SUA PREOCUPAÇÃO É MÍNIMA

O presidente Michel Temer destacou em seu pronunciamento na tarde desta terça-feira (27) que a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é frágil, sem fundamentos jurídicos e sem provas, por isso sua preocupação é mínima. Disse também que o procurador está reinventando o código penal.

Temer levantou dúvidas sobre a relação entre o advogado Marcelo Miller e Rodrigo Janot. Miller era assessor do procurador-geral da República e após deixar o Ministério Público passou a atuar no escritório de advogacia que negociou a delação premiada de Joesley Batista com o MP.

Mais de 30 deputados federais acompanharam o pronunciamento do presidente no Palácio do Planalto. Temer começou sua fala agradecendo a demonstração de apoio, segundo ele, espontânea. Na saída, o deputado Carlos Marun, do PMDB, vice-líder do governo na Câmara, afirmou que a oposição não terá os votos necessários para dar seguimento à denúncia contra Temer.

Mas os deputados também avaliaram que, com toda atenção do Congresso voltada para a denúncia, a reforma da Previdência deve ficar parada.

As críticas do presidente ao procurador Janot foram além. Temer disse que ao deixar outras acusações serem objeto de novas denúncias, o que chamou de fatiamento da denúncia, Janot quer criar fatos semanais para parar o governo. O presidente disse ainda que as gravações feitas por Joesley são ilegais.


Janot, respondeu em nota às afirmações feitas pelo presidente. Ele disse que a denúncia contra Temer é baseada em fartos elementos de prova, tais como laudos da Polícia Federal, registro de voos, contratos, depoimentos, gravações ambientais, imagens e certidões, entre outros documentos, que não deixam dúvida quanto à materialidade e a autoria do crime de corrupção passiva. Sobre o ex-procurador Marcelo Miller, a procuradoria diz que ele não participou das negociações do acordo de colaboração premiada dos executivos da JBS.

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