segunda-feira, 8 de maio de 2017

TITE DESTACA QUE A ALTA ROTATIVIDADE DOS PROFISSIONAIS À FRENTE DOS CLUBES PREJUDICA O TRABALHO


Foto: Uol Esporte
O técnico da Seleção Brasileira, Tite criticou nesta segunda-feira (8), durante a abertura do seminário Somos Futebol, organizado pela CBF, a chamada “supervalorização do técnico" no Brasil e a falta de estabilidade de emprego dos treinadores nos clubes do País. De acordo com ele, o fato de ele ter ajudado a seleção a vencer as nove partidas em que comandou o time, não exclui o fato das cobranças, que normalmente chegam tão logo iniciam os maus resultados.

"Somos supervalorizados. Não me ilude o fato de estarmos classificados (à Copa da Rússia), termos vencido as nove partidas. O técnico não é o cara. É um conjunto todo que tem responsabilidade na estrutura. Da mesma forma, esse mesmo cara passa a ser criticado depois", destacou Tite.

Tite afirmou que, por ele, o salário dos treinadores poderia até ser menor, desde que o profissional tivesse mais tempo para trabalhar. "Eu gostaria muito de viver num país onde a média de um profissional ligado ao futebol, um técnico, ganhasse menos até, mas tivesse mais estabilidade de emprego. A média aqui é de três meses", disse o treinador. "Na Inglaterra, a média é de 16 meses."

O treinador considera que a alta rotatividade dos profissionais à frente dos clubes prejudica o trabalho. "Precisa de início, meio e fim. A gente não quer exposição. A gente quer tranquilidade para trabalhar", declarou.


Na plateia do seminário, além de dirigentes estiveram presentes técnicos de clubes brasileiros, jogadores e outros profissionais ligados ao futebol.

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