quinta-feira, 25 de maio de 2017

PASTOR CAIO FÁBIO É PRESO, ELE FOI O PIVÔ DO " DOSSIÊ CAYMAN" QUE CAUSOU GRANDE IMPACTO NA POLITICA BRASILEIRA EM 1998


Pastor Caio Fábio 
O reverendo Caio Fábio, foi preso nesta quinta-feira, 25, após uma decisão judicial sobre o chamado “Dossiê Cayman”, que foi divulgado em 1998, causando um grande impacto na política do país.O religioso foi apontado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) como o criador de uma série de documentos que afirmavam que o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e outros políticos do PSDB mantinham contas secretas nas Ilhas Cayman.
Acusado de calúnia, Caio Fábio foi condenado em 2011 na 1ª instância pela Justiça Eleitoral, a quatro anos de prisão, mesmo sendo inocentado pelos depoimentos das vítimas.No entanto tudo indica que o caso ou foi reaberto, ou passou para outras instâncias, e hoje Caio Fabio foi levado para a Papuda, onde cumprirá o regime semiaberto.
Segundo um áudio feito pelo próprio reverendo, ele mesmo se apresentou e seu advogado não entrou – até o momento do áudio – com nenhuma ação contra a decisão judicial.“Eu mesmo estava absolutamente certo de que este era um processo vencido há muito tempo e acabado. Então com muita tranquilidade eu gostaria que vocês informassem ao pessoal da igreja o que aconteceu”, disse ele que lidera a igreja Caminho da Graça.

Entenda o caso

O dossiê Cayman, como ficou conhecido, foi revelado em 1998, nas vésperas da eleição presidencial. Ele continha dados sobre uma empresa e de contas que supostamente eram controladas por Fernando Henrique Cardoso, candidato à reeleição.O conjunto de papéis também mostrava depósitos de US$ 368 milhões nessas contas, dinheiro arrecado por meio de propina recebida pela privatização de empresas do setor de telecomunicações.
Entre as pessoas que integram o inquérito estavam os adversários políticos de FHC: Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu, Paulo Maluf, Ciro Gomes, Marta Suplicy, Marcio Thomaz Bastos, Leonel Brizola e Benedita da Silva.Em seu depoimento ao caso, Lula afirmou ter tido um encontro com o pastor Caio Fábio e outro com o ex-ministro Luiz Gushiken. Ao perceber que os documentos eram falsos o PT não continuou as negociações sobre o dossiê.

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