terça-feira, 2 de maio de 2017

MÚSICO BELCHIOR CONFIDENCIOU À JORNALISTA SER SOBRINHO DE BISPO ASSASSINADO NO PASSADO EM GARANHUNS

Em uma conversa informal com o Jornalista garanhuense radicado em Maceió, Marcos Antonio, funcionário público naquele Estado de Alagoas, lotado nas Rádios Difusora de Alagoas e Educativa FM, ambas pertencentes ao IZP – Instituto Zumbi dos Palmares –, que também é colaborador nesse blog e do programa de Rádio ‘Falando com o Agreste’, o recém falecido músico Belchior, revelou que gostava muito de Garanhuns, mas que intimamente, guardava uma certa tristeza desse município. A conversa antecedeu um show que Belchior faria em Maceió.

O motivo seria o homicídio ocorrido no dia um de julho de 1957, quando o bispo diocesano de Garanhuns, Dom Francisco Expedito Lopes foi assassinado pelo Padre Hosana de Siqueira e Silva, pároco da cidade de Quipapá, pertencente à diocese daquela cidade. 
Dom Expedito faleceu no dia seguinte, não sem antes, de acordo com testemunhas da época, perdoar o seu algoz.  
Segundo Belchior, o religioso que também era natural de Sobral (CE) terra natal do músico, era seu tio. O músico, nessa confidência não detalhou com quem era o parentesco de Dom Expedito, se com sua mãe ou seu pai.

DOM EXPEDITO LOPES 

Um município do Piauí, fundado em 1963, homenageou o religioso, que foi o primeiro Bispo de Oeiras, dando seu nome a cidade.  O município de Dom Expedito Lopes tem 6.569 habitantes e 219,072 km². Foi criado em 1963, a partir de sua emancipação da cidade de Oeiras.
Existe ainda no Vaticano, desde 2009, um processo de canonização de Dom Expedito Lopes. De acordo com o Cônego José Mário de Medeiros, nomeado pelo Bispo anterior de Garanhuns Dom Fernando Guimarães, para dar continuidade ao processo de beatificação e canonização,  o processo está bastante adiantado graças à determinação das Irmãs Missionárias de Nossa Senhora de Fátima de Garanhuns e da Vice-Postuladora, Irmã Cândida Araújo Corrêa, que fez um ótimo trabalho de levantamento e registro documental, inclusive com relatos de algumas intervenções atribuídas ao Bispo.

A MORTE DO BISPO
O homicídio ocorreu por motivo de uma rixa anterior entre o prelado e o sacerdote. A rixa se relacionava a um suposto romance proibido mantido por padre Hosaná com uma sua prima (ou sobrinha, conforme alguns relatos), Maria José Martins, que, inclusive, morava na casa paroquial. Todos em Quipapá sabiam do romance relacionamento dos dois, mas, como sempre acontecia em cidades do interior do país, a união era vista quase como normal, apesar de tudo ser comentado à boca pequena, já que o padre era conhecido por seu temperamento forte e desabrido. 

Padre Hosana também era mal visto pela população devido ao fato de que, além de sua “vida pecaminosa”, tornara-se relapso com relação aos seus deveres eclesiásticos, deixando de rezar as missas na igreja de sua paróquia e nas capelas dos distritos vizinhos e preocupando-se mais com uma fazenda que possuía em um município próximo que com seu rebanho. Isso estava se tornando insuportável para os católicos da cidade, ou seja, praticamente toda a população. 

(Com informações históricas colhidas do https://decadade50.blogspot.com.br/2006/09/o-crime-do-padre-hosan.html

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