quinta-feira, 25 de maio de 2017

HUMBERTO COSTA AFIRMA QUE GOVERNO DE TEMER É UMA ESPÉCIE DE ELENCO DE OS TRAPALHÕES

Foto: Senado Federal
O líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) afirmou que a decisão de revogar o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em menos de 24 horas da instituição dele “demonstra o despreparo e o desequilíbrio” do governo. A medida levou as Forças Armadas para às ruas de Brasília após um grupo de manifestantes quebrarem vidraças e incendiarem algumas sedes dos ministérios. A parcela de pessoas que participava da manifestação que pedia o adiantamento das eleições gerais e a renúncia do presidente Michel Temer. 

Humberto considerou a ação como “desastrosa” e disse que o governo não sabe lidar com um tema dessa gravidade. "Foi um erro colossal, que denunciamos desde a primeira hora, estabelecer um estado de exceção em Brasília por conta de uma manifestação contra o governo. Temer se mostrou um tresloucado e seu ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS-PE), um completo irresponsável", criticou.

Ironizando a atuação do ministro Raul Jungmann (PPS) à frente da pasta da Defesa, Humberto Costa disse que o auxiliar de Temer precisou “mentir” para justificar a medida. Ele lembrou que o ministro disse estar atendendo a um pedido do Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que negou a informação.

"Temer, mal assessorado por Jungmann, foi protagonista de mais um episódio patético. Seu governo é uma espécie de elenco de Os Trapalhões. Jungmann nunca teve atributo nem para chefe de Guarda Municipal, imagine para ministro da Defesa, Agora, vê-se que age com total despreparo. Deveria, a exemplo de Roberto Freire, pedir demissão do cargo."

A informação da revogação do decreto chegou quando a bancada de oposição no Senado estava em uma audiência com a presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para dar entrada em uma mandado de segurança na Corte contra a decisão de Temer. Paralelamente, a oposição também havia apresentado um projeto de Decreto Legislativo para que o Congresso Nacional anulasse o decreto presidencial.

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