sexta-feira, 26 de maio de 2017

EX-GERENTE DA PETROBRAS POR PROPINA EM COMPRA DE CAMPO NA ÁFRICA


A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (26) um ex-gerente da área internacional da Petrobras, Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos, suspeito de ter recebido quase 5 milhões de dólares em propina na negociação da estatal para comprar um campo de petróleo em Benin, na África, no mesmo esquema revelado pela operação Lava Jato que resultou na condenação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Pedro Augsuto era gerente da área internacional da estatal no momento da transação e trabalhou na análise e no negócio relativo à aquisição dos direitos de exploração do petróleo em Benin junto à Compagnie Béninoise des Hydrocarbures (CBH) por 34,5 milhões de dólares, em 2011.

Segundo as investigações, houve pagamento de propina no valor de 10 milhões de dólares como parte da negociação, sendo ao menos 1,5 milhão de dólares ao ex-deputado Eduardo Cunha, que foi preso em outubro de 2016 e condenado a 15 anos de prisão por seu envolvimento no esquema.

Além de prender o ex-gerente da Petrobras, a Polícia Federal tinha mandado de prisão nesta sexta-feira, na 41ª fase da Lava Jato, contra o ex-banqueiro José Augusto Ferreira dos Santos por suspeita de também receber recursos ilegais provenientes do mesmo negócio, mas ele não foi encontrado. Segundo a PF, o advogado de Santos disse que ele irá se apresentar ainda nesta sexta à polícia.

De acordo com o Ministério Público Federal, o rastreamento internacional de recursos, com apoio do Ministério Público da Suíça, levou à identificação de outros beneficiários do esquema de corrupção envolvendo a compra do campo em Benin depois da prisão de Cunha, o que resultou na nova fase da Lava Jato.


A operação desta sexta recebeu o nome "Poço Seco", em referência aos resultados negativos do investimento realizado pela Petrobras em Benin, acrescentou a PF. Na indústria de petróleo um poço seco é aquele que não produz petróleo.

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