quarta-feira, 17 de maio de 2017

CRESCE VIOLÊNCIA CONTRA LGBT; A CADA 25 HORAS, UMA VÍTIMA É ASSASSINADA NO PAÍS

Foto: Jus Brasil
Até o início deste mês 117 lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) foram assassinados no Brasil. E não precisamos nem comentar o motivo dessas mortes, que é a crescente discriminação à orientação sexual.

Para Genilson Coutinho, militante LGBT a crescente violência contra pessoas LGBT, pode ser atribuída a diversos fatores, sobretudo à impunidade, porque não há nenhuma lei que torne crime esse tipo de violência.

“Não há uma lei que criminalize a homofobia no país, que faça com que as pessoas abram os olhos e desaprovem isso. A impunidade fortalece a violência diária. O criminoso mata hoje e com um habeas corpus é liberado. Isso institui a banalização, porque a cada 25 horas um homossexual é assassinado no Brasil, a cada dia uma família é dilacerada pela morte de filhos LGBT”, diz Coutinho.

Além disso, ele cita, como forma de sustentar a homofobia, a ausência de políticas públicas e a falta de atendimento apropriado a essas pessoas, em locais de denúncias e apoio, o que institucionaliza esse tipo de violência. Coutinho lembra conta que muitos casos deixam de ser registrados em delegacias, por exemplo, porque as vítimas passam por constrangimentos, o que acaba sendo uma segunda violência.

Segundo ele, a luta é diária. "Hoje é um dia em que queremos dar um grito para que a sociedade acorde e entenda que somos cidadãos e seres humanos, que têm direito à vida também, sem que nossos lares sejam dilacerados. Não adianta termos uma Secretaria de Direitos Humanos se não sairmos dos gabinetes e partirmos para a prática”, observa.
Esta quarta-feira (17) é marcada pelo dia internacional da luta contra a homofobia.

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