segunda-feira, 15 de maio de 2017

BANCOS AUMENTAM PRESSÃO SOBRE A ODEBRECHT

Foto: Época

Fontes informaram que os bancos decidiram aumentar a pressão sobre a Odebrecht para que a empreiteira coloque a casa em ordem após passarem meses tratando a empresa com cautela por temores de que um colapso do conglomerado prejudicaria seus balanços.

A Odebrecht concordou em acelerar as vendas de ativos como parte de um acordo com os bancos credores que permita ao grupo altamente endividado manter os 800 milhões de dólares do desinvestimento de sua unidade de água e esgoto anunciado no mês passado, afirmaram vários executivos, banqueiros e advogados envolvidos nas conversas.

O conglomerado ainda concordou em entregar aos credores todos os dividendos da petroquímica Braskem (BRKM5.SA: Cotações) e colocar mais ativos como colaterais dentro da renegociação, disseram as fontes, que pediram para não ser identificadas porque os termos do acordo ainda não foram divulgados.

O acordo mostra como os bancos credores que detêm uma grande parcela da dívida pendente de 76 bilhões de reais da Odebrecht estão se tornando cada vez mais insistentes.

Em parte, a confiança recém-descoberta dos bancos deriva de um acordo de delação firmado pela empreiteira em dezembro com procuradores de Estados Unidos, Brasil e Suíça que traçou um limite para os principais riscos legais do grupo.

A Odebrecht e a Braskem admitiram ter subornado autoridades em 12 países, principalmente na América Latina, e concordaram em pagar 3,5 bilhões de dólares para não serem processadas.

Os credores também acreditam ter dado tempo suficiente à Odebrecht e lidaram com outras dores de cabeça em seu portfólio de crédito ao longo do ano passado, o que lhes dá mais espaço de manobra.

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