quinta-feira, 20 de abril de 2017

PALOCCI DIZ A MORO QUE SE DISPÕE A REVELAR FATOS E NOMES À LAVA JATO

Antonio Palocci disse que se coloca à disposição do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, para apresentar "fatos com nomes, endereços e operações realizadas" que, de acordo com o ex-ministro, devem render mais um ano de trabalho. Palocci foi interrogado por Moro, nesta quinta (20), na ação em que é acusado de agir no governo federal em favor da Odebrecht entre 2006 e o final de 2013. A oitiva durou mais de duas horas.

VEJA OS PRINCIPAIS PONTOS DA FALA DE PALOCCI:

Ex-ministro disse não ter se lembrado de reunião com Dilma, Marcelo Odebrecht e ex-presidente do BNDES
Negou ter ampliado crédito no BNDES à Angola para favorecer a Odebrecht
Negou ter operado dinheiro de caixa 2
Negou ter pedido, interferido ou defendido interesses da Odebrecht ou da Sete Brasil
Fez elogios ao juiz Sérgio Moro e à atuação dele na Lava Jato
Segundo o ex-ministro, ele optou por não falar durante o interrogatório "por sensibilidade da informação".
Palocci foi alvo da 35ª fase da Lava Jato, deflagrada em setembro de 2016. Atualmente, ele está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Palocci também é réu em outro processo que apura se a Odebrecht pagou propina por meio da compra do terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e do apartamento vizinho ao do ex-presidente em São Bernardo, no ABC Paulista.
Entre os réus desta ação estão o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente da Odebrecht S.A Marcelo Odebrecht e Roberto Teixeira, um dos advogados de Lula.

BNDES

O ex-ministro Antonio Palocci negou que tivesse negociado no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliação de linhas de crédito para a Angola que favorecesse a Odebrecht.
De acordo com Palocci, Marcelo Odebrecht provavelmente tocou nesse assunto como ele. Entretanto, o ex-ministro negou que tivesse negociado em prol da empresa. A negativa veio após Moro mencionar que Marcelo Odebrecht disse, salvo engano de interpretação do juiz, que havia negociado com Palocci a ampliação de crédito.
Palocci afirmou que discutiu créditos com o BNDES em casos de empresas de grande porte que iriam entrar em falência. “(...) cuja falência poderia significar uma fila de falências de muita repercussão”, afirmou Palocci.

O ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic, também foi interrogado e falou por cerca de 30 minutos nesta quinta-feira. Kontic foi preso no mesmo dia que Palocci, mas deixou a cadeia em 15 de dezembro de 2016, depois de uma decisão da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que trocou a prisão preventiva por medidas cautelares alternativas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário