quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

NOME DE EMPRESAS ENVOLVIDAS EM CARTEL É DIVULGADO PELA POLÍCIA FEDERAL


Durante quatro anos, um cartel formado por empresas laranjas drenou recursos de dez prefeituras do interior de Pernambuco, onde quatro agiam no Agreste Meridional. O suposto esquema criminoso foi exposto, na última quarta-feira (15), pela Polícia Federal, após uma investigação que durou oito meses. Batizada de Cosa Nostra, a operação revelou desvio de verba pública e fraude em licitações, de saúde à terraplenagem.

Desde 2013, início dos últimos mandatos municipais, o esquema foi montado e funcionou, principalmente, em Agrestina, se estendendo para outras cidades na sequência. Estima-­se que os contratos firmados entre as empresas e as prefeituras somem mais de R$ 100 milhões. Apesar do estágio avançado da apuração, a Justiça Federal negou todos os pedidos de prisão feitos pela PF e somente oito pessoas foram indiciadas. Elas são suspeitas de participação nos crimes de responsabilidade fiscal, corrupção ativa e passiva e fraude em contratação.

O superintendente da PF, Marcello Diniz Cordeiro, apresentou os resultados da ação, que deve ter desdobramentos. A investigação aponta que existem dois cabeças no caso: o prefeito de Agrestina, Thiago Lucena (PMDB), e seu secretário de articulação política, Márcio Avelar Pimentel. O ponto que desfiou o novelo da investigação foi a denúncia de um vereador de um dos Municípios investigados, mesmo o Tribunal de Contas do Estado tendo feito uma auditoria nas contas da Prefeitura de Agrestina.


Na prática, o processo fraudulento envolveu seis empresas, registradas no nome de parentes ou pessoas próximas do secretário de Agrestina. Chamou atenção, para a PF, o fato de empresas que prestavam serviços para a prefeitura terem sido abertas justamente após a posse do Prefeito e vencerem licitações 15 dias após a posse. Uma delas, inclusive, tinha apenas um funcionário, filho do secretário e chefe do gabinete do prefeito, e não teria capacidade técnica para prestar o serviço de locação de equipamentos e transporte escolar. "Há uma mescla nas atividades", explicou o superintendente da PF. Segundo ele, algumas companhias cumpriram o trabalho ao qual se propuseram, mas não na escala em que foram contratadas. Uma delas, por exemplo, havia assinado licitação para transporte escolar, mas os veículos não tinham sequer registro no Detran.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Agrestina, Caruaru, Garanhuns e São João. Os três últimos municípios não fazem parte do suposto esquema: são locais de moradia de integrantes do cartel e de sedes de empresas.

(Fonte e Fotos: JC Online )

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