terça-feira, 19 de abril de 2016

Assessor pessoal de jornalista morto planejou crime, diz delegado em PE

A morte do jornalista Marcolino Junior foi planejada pelo assessor pessoal da vítima, informou nesta terça-feira (19) o delegado Marcio Cruz, em Caruaru, Pernambuco. O corpo do colunista social foi encontrado em um distrito de Sairé, na tarde de segunda-feira (18), dois dias após o desaparecimento do jornalista.

O assessor e outro homem foram presos ainda na segunda-feira. De acordo com a Polícia Civil, o funcionário do colunista social já teve um relacionamento com Marcolino e alegou que "recebia pouco pelo trabalho que fazia" - mas não confessou o crime.
Segundo o delegado Marcio Cruz, o outro suspeito teria sido preso ao tentar vender o carro e disse à polícia que receberia R$ 1 mil do assessor de Marcolino para se desfazer do veículo. Ele confessou a participação no crime. Os dois presos devem ser indiciados por ocultação de cadáver e latrocínio e já foram encaminhados para a penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru.

A polícia trabalha com a hipótese de mais suspeitos de envolvimento na morte. O delegado de homicídios Bruno Vital informou que a investigação segue em sigilo.
O corpo de Marcolino Junior, encontrado com marcas de ferimentos de arma branca e um saco plástico no rosto, foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) no Recife.
A Polícia Civil ainda investiga qual dos suspeitos foi o executor do crime. De acordo com o perito criminal Bruno Santos, do Instituto de Criminalística (IC), o carro de Marcolino Junior será periciado ainda nesta terça-feira para ver se será encontrado algum material genético dos suspeitos.

ENTENDA O CASO
O corpo do jornalista Marcolino Junior foi encontrado na tarde de segunda-feira (18), na zona rural de Sairé, no Agreste de Pernambuco, segundo a Secretaria de Defesa Social. O colunista social de Caruaru estava desaparecido desde a tarde do sábado (16), segundo a família.

O corpo do jornalista foi encontrado no Distrito de Insurreição, segundo o Instituto de Criminalística (IC). O automóvel do jornalista foi levado para a sede da 1ª Delegacia de Caruaru.

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