terça-feira, 13 de outubro de 2015

STF SUSPENDE MANOBRA DE CUNHA QUE LEVA IMPEACHMENT DE DILMA AO PLENÁRIO

O PT conseguiu uma vitória contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O S upremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta terça-feira (13) a suspensão da manobra desenhada pela oposição com o apoio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que levaria a votação do pedido de impedimento da presidente para o plenário da Casa. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
Ministro do STF, Teori Zavaski determinou a suspensão de qualquer processo que leve em consideração apenas o rito imposto por Cunha ou o regimento interno da Casa. O pedido foi feito pelos deputados Paulo Teixeira (PT-SP) Wadih Damous (PT-RJ). Em caso de aprovação pelo plenário, seria iniciada uma investigação com prazo de 90 dias, período em que a Dilma seria afastada da presidência. Caso contrário, a decisão seria individual de Cunha, não cabendo recurso.
Pessoas próximas à presidente acreditam que a decisão do STF é uma vitória da presidente. Dilma voltará a cobrar de seus ministros a busca de apoio no Congresso na reunião política desta terça-feira. A leitura é que Cunha pode acelerar o ritmo do processo já que está pressionado pelas denúncias apuradas pela Operação Lava Jato – suspeito de ter recebido US$ 5 milhões em propinas e de possuir contas secretas na Suíça.
Cunha deve decidir nesta semana se aceita ou rejeita vários pedidos de impeachment contra Dilma. A grande expectativa gira em torno do pedido apresentado pelos juristas Hélio Bicudo eMiguel Reale Júnior.
Cunha avaliou que os questionamentos feitos pelos governistas são apenas políticos. “São questões meramente de natureza política. Não vi ali natureza regimental. O rito já está mais ou menos definido”, afirmou Cunha, na ocasião. Há ainda dois outros recursos da mesma natureza que aguardam decisão do Supremo.

Oposição

Líderes da oposição reuniram-se na manhã desta terça-feira com Cunha na residência oficial do peemedebista para discutir a abertura do processo de impeachment de Dilma. Eles pressionaram o presidente da Câmara para que ele, mesmo fragilizado pelas denúncias de corrupção, assuma o protagonismo da situação e acate o pedido de impedimento apresentado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.
O encontro reuniu os líderes do PSDB, Carlos Sampaio (SP), do DEM, Mendonça Filho (PE), do PPS,Rubens Bueno (PR), do PSB, Fernando Filho (PE), da Minoria, Bruno Araújo (PSDB-PE), além do presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP), e o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).
De acordo com participantes, Cunha disse apenas que pensaria na possibilidade de contrariar o acordo estabelecido originalmente. A ideia inicial era que Cunha rejeitasse o pedido de impeachment para que a oposição apresentasse recurso, que seria votado em plenário.
Com conteúdo ESTADÃO