terça-feira, 1 de setembro de 2015

POLICIA FEDERAL APONTA INDÍCIOS DE CORRUPÇÃO DE ARTHUR E BENEDITO DE LIRA NA LAVA JATO

A Polícia Federal apontou indícios de corrupção passiva após a conclusão dos inquéritos abertos para apurar a participação do deputado Arthur Lira (PP-AL) e de seu pai, o senador Benedito de Lira (PP-AL), no esquema de corrupção que atuava na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato. De acordo com as investigações, há suspeita de que os dois parlamentares receberam propina no esquema.

O ministro Teori Zavascki, responsável pelos inquéritos no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), já enviou o relatório da PF para análise do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que decidirá se apresenta denúncia contra os dois parlamentares. Benedito de Lira negou relação com o esquema. O deputado Arthur Lira, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, não tinha sido localizado até a última atualização desta reportagem.  Janot pode ainda solicitar mais diligências da PF, caso considere que o caso precisa de mais provas, ou decidir pelo arquivamento do inquérito.  Durante as investigações, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou, em delação premiada, que repassou R$ 1 milhão, por intermédio do doleiro Alberto Youssef, para a campanha de 2010 ao Senado de Benedito de Lira. O valor, segundo Costa, teria saído da "cota" destinada ao PP no esquema de corrupção e seria decorrente de sobrepreços em contratos da Petrobras.  No caso do deputado Arthur Lira, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Youssef afirmou, também em delação premiada, que teria pago despesas de campanha do parlamentar em 2010. O doleiro também disse que soube que um assessor do deputado recebeu R$ 100 mil em espécie, mas que ele teria sido detido com o dinheiro no Aeroporto de Congonhas. De acordo com Youssef, o deputado recebia repasses mensais entre R$ 30 mil e R$ 150 mil da "cota" do PP no esquema de corrupção.