sábado, 5 de outubro de 2013

MARINA E EDUARDO CAMPOS, AGORA NUM SÓ CAMPO,BOTAM LENHA NA FOGUEIRA ELEITORAL

Foto Montagem: Marcelo Jorge

A decisão de Marina Silva de engrossar o bloco do Partido Socialista Brasileiro,  parece ter sido um balde de água fria nas estratégias do PT. Além dos imensos benefícios ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, virtual candidato à presidencia da república nas eleições do ano, esse fato político se traduz como o mais importante na sucessão presidencial a um ano da eleição. Como frisou Magno Martins em seu Blog, "A combinação entre os dois produz uma candidatura capaz de quebrar a polarização entre PT e PSDB. Quem mais perde, neste primeiro momento, é o tucano Aécio Neves, que nas pesquisas já vinha atrás de Marina".

É certo que essa decisão de Marina definitivamente não garante uma enxurrada de votos para Campos, numa provável candidatura "puro sangue" e de quem ela aceita ser vice. Mas é bom que se recorde de que a ex verde foi a única que cresceu durante a realização das manifestações populares no país, há alguns meses. 
Apesar de ser ainda pouco conhecido, Eduardo só tem a ganhar colado a Marina, principalmente se conseguirem explorar bem a complementariedade. O forte dele é gestão, o dela a defesa do meio ambiente. Marina cresceu fazendo o discurso da ética e do jeito diferente de fazer política, seja lá o que isso signifique. Simplificando se poderia dizer que ele tentará conquistar o eleitor pela razão. Ela, pela emoção. 

O PT, que desprezou Marina e fez das tripas coração para inviabilizar a Rede, começando pela tentativa de aprovar uma lei impedindo os novos artigos de terem acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV, tem bons motivos para se arrepender. 

Sozinha, Marina era frágil. Em um eventual segundo turno entre ela e a presidente Dilma Rousseff, até o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, seria capaz de apoiar o PT. Campos tem um discurso que impressiona empresários por onde passa defendendo a meritocracia, a racionalização da máquina pública e o desenvolvimento. E ainda tem uma vantagem sobre o PSDB: por ter sido aliado de Lula e Dilma, pode se beneficiar das políticas que dão certo no governo.

principal candidatura afetada, caso se confirme a aliança entre Eduardo Campos e Marina Silva, é a do tucano Aécio Neves, disse o cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas Marco Antônio Carvalho Teixeira.