sexta-feira, 4 de outubro de 2013

GUERREOU: ARMANDO MONTEIRO CRITICA GOVERNO DE EDUARDO CAMPOS

Diante de uma plateia de correligionários, o senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Armando Monteiro Neto (PTB), entoou um discurso que muitos oposicionistas à gestão de Eduardo Campos (PSB) jamais tiveram coragem de abraçar. Em sua fala durante o ato de filiação de novos quadros ao partido, sexta feira (3), o líder trabalhista pontuou os diversos problemas que pode ser vistos, segundo ele, por quem anda por todas as regiões do Estado.
Muitas vezes quando falamos do futuro de Pernambuco há uma certa incompreensão. Alguns Estados têm andado mais depressa que Pernambuco e isso não significa que não evoluímos e está longe de produzir pessimismo ou descrença. Quando um ciclo político se completa, há a oportunidade de fazer o debate. E ninguém pode cercear o debate”, afirmou o senador, que, apesar do tom forte, negou que sua fala estivesse direcionada ao governador.

No debate que Armando Monteiro se prepara para fazer quando for dada a largada na corrida sucessória do próximo ano, estão pontos tão indigestos para o governo socialista que nem mesmo os opositores mais ferrenhos têm conseguido levantar, temendo retaliações.

O senador citou alguns exemplos lembrando os problemas de defasagem na infraestrutura das estradas, problemas de mobilidade urbana na Região Metropolitana do Recife, questões relacionadas à segurança hídrica - que mesmo na gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) estavam, até esta semana, sob a batuta do ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) -, dificuldades para a reposição do rebanho afetado pela seca, com reflexos na bacia leiteira do Estado, e a necessidade de reestruturação e diversificação econômica da Zona da Mata Norte.

Não temos a pretensão de ter o monopólio da opinião em Pernambuco. Inclusive, entendemos que muitos desses problemas não são questões que podem ser resolvidas por um único governo, por se tratar de questões históricas do nosso Estado. Não estamos fazendo este debate para obter rendimentos políticos, mas para participar do debate e oferecer uma agenda de prioridades”, concluiu o Senador.