quinta-feira, 26 de setembro de 2013

PSB RENOVA PARTIDO NO RIO. EX CRAQUE ROMÁRIO PODERÁ SER PRESIDENTE DO DIRETÓRIO LOCAL

O afastamento do presidente do diretório estadual do PSB do Rio de Janeiro, Alexandre Cardoso, e a saída "amistosa" para o grupo dos irmãos Cid e Ciro Gomes, do PSB do Ceará, foram as duas primeiras providências tomadas pelo governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, para afastar dissidências internas e preparar o terreno para se lançar candidato à Presidência da República, no ano que vem.

Por unanimidade, e sob o comando de Campos, o diretório nacional do PSB interveio nesta quarta-feira, 25, no diretório fluminense e começou a montar um partido renovado no Rio, onde os socialistas tinham as maiores dificuldades para construir um palanque para a candidatura presidencial de 2014. O afastamento de Cardoso, que é prefeito de Duque de Caxias, dará outro rosto ao PSB, na avaliação dos integrantes da legenda.

A partir de agora, está aberta a porta para a entrada do deputado Hugo Leal, ex-líder do PSC, do ex-ministro José Gomes Temporão (Saúde) e do grupo brizolista do Rio, comandado pelo ex-deputado Vivaldo Barbosa, que saiu do PDT. Todos eles tinham procurado o PSB, mas em vez de serem acolhidos, Cardoso os havia encaminhado ao governador Sérgio Cabral (PMDB), provável aliado da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Eduardo Campos acha que ainda dá para segurar o deputado Romário, que brigou com o presidente destituído da legenda e estava de saída.

Cardoso não concordou com a retirada do PSB da base de Dilma, decisão tomada na semana passada depois de uma série de atritos dos socialistas com o PT. Além de contestar a direção nacional do partido, ele ainda foi acusado de sabotar o PSB. O deputado Glauber Braga (RJ) pediu a abertura de processo contra ele na comissão de ética do partido, o que levou à intervenção. No dia 16 haverá nova reunião do diretório nacional, quando Alexandre Cardoso terá oportunidade de se defender. A tendência será a expulsão, caso ele não saia antes.

"Agora é a hora de observar as entradas de novos parlamentares e não de ficar lamentando as saídas", disse Eduardo Campos, logo depois da reunião do diretório. "O PSB aproxima-se cada vez mais das ruas e de sua história. O PSB fala e entende a linguagem das ruas", disse ele, deixando claro que o partido tentará montar um programa de governo orientado para dar uma resposta às questões levantadas pelas manifestações de junho, como melhoria nos serviços de transportes, educação, saúde, segurança, combate à corrupção e luta pela ética na política.

Campos afirmou que não estava triste nem estressado com a possibilidade de saída do grupo dos irmãos Gomes, cuja decisão será tomada nesta quinta-feira, 26, à noite pelo diretório estadual do Ceará. Ao contrário do que aconteceu no Rio, não haverá intervenção, mas negociação. Decidindo pela saída, Cid Gomes levará consigo quatro deputados federais, nove estaduais e 38 prefeitos.

Campos disse que conversou muito com Cid Gomes e que a decisão do rompimento é política, o que faz parte do cotidiano de qualquer partido. Houve, entre as duas partes, entendimento para que o PSB não peça na Justiça os mandatos dos parlamentares que deixarem o partido. Para o lugar dos Gomes, o governador de Pernambuco deverá convidar o grupo da ex-prefeita Luizianne Lins, do PT. Luizianne é brigada com o líder petista na Câmara, José Guimarães, também presidente estadual do partido no Ceará.

Em Santa Catarina, a situação já está resolvida. O grupo do ex-presidente do PFL e ex-senador Jorge Bornhausen entrou para o PSB e assumiu o comando do partido no Estado. Ao mesmo tempo, o PSB vai se arrumando também em Estados onde não havia descontentes, como Pernambuco. O vice-governador João Lyra, do PDT, vai migrar para o PSB de Campos. "O João Lyra é um companheiro de grande valor, que nos acompanha há muito tempo", comentou ele.

TCU MANDA SUSPENDER SUPERSALÁRIOS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E SENADO. EM GARANHUNS, OS PRIVILÉGIOS DE ALGUNS SETORES DO FUNCIONALISMO NÃO SÃO JUSTIFICÁVEIS


Não é moda. O Brasil vive mais do que nunca um momento de conscientização de que economizar o dinheiro público é reduzir as possibilidades de maiores problemas no futuro. E em Garanhuns, não deveria (e não poderia) ser diferente. Mas é.
A repercussão de concessões salariais a alguns funcionários municipais (não à todos, que fique bem entendido) pegou mal para um governo que só tem 9 meses de gestão. Ou de gestação. Por falar em gestação, já está na hora de nascer alguma obra mais palpável...

Leiam abaixo matéria transcrita da Agência Brasil:


Brasília - O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira (25) que o Senado interrompa o pagamento de salários acima do teto constitucional (R$ 28.059,29) e que servidores que ganham além desse valor devolvam as quantias recebidas a mais nos últimos cinco anos. Os servidores ainda podem recorrer da decisão no próprio TCU e, posteriormente, no Supremo Tribunal Federal (STF).


A auditoria do tribunal identificou 464 servidores com salários acima do teto (superior ao de um ministro do STF) no Senado. Segundo o presidente do Tribunal, ministro Augusto Nardes, terão que ser devolvidos R$ 200 milhões relativos aos valores pagos a mais nos últimos cinco anos.

“O Brasil precisava fazer isso há muito tempo. Não podemos continuar com salários diferenciados, pessoas ganhando salários de marajás e pessoas recebendo salário mínimo”, disse. Nardes informou que amanhã (26) levará a decisão para o presidente do Senado, Renan Calheiros.

O relator da matéria, ministro Raimundo Carreiro, defendeu que os valores a mais foram recebidos de boa-fé, portanto, não precisariam ser devolvidos. No entanto, a maioria dos ministros acompanhou o posicionamento do ministro Walton Alencar, que argumentou que os recursos teriam que ser devolvidos aos cofres públicos porque os pagamentos foram irregulares.

No dia 14 de agosto, o TCU determinou que a Câmara dos Deputados interrompa o pagamento dos salários dos servidores que recebem acima do teto. No entanto, os ministros determinaram que os servidores não teriam que devolver os valores recebidos a mais. Uma auditoria identificou na folha de pagamentos da Câmara um total de 1,1 mil funcionários com remunerações a mais.

Segundo Nardes, a estimativa de economia com os salários que deixarão de ser pagos na Câmara e no Senado é R$ 3,3 bilhões em cinco anos.