sábado, 4 de maio de 2013

É POSSÍVEL FAZER MAIS?



Em mais de 500 anos de Brasil, partindo de uma colonização na qual os primeiros brasileiros não “elegeram” líderes, mas foram por eles “conquistados”; após uma ditadura militar que praticamente “despolitizou” o Brasil de lideranças (e para sorte do país fez nascer outras) e depois de uma luta intensa pelas eleições diretas começamos a aprender, à duras penas, que só é possível fazer um país com  unidade.

Mais precisamente em nossa região Nordeste, um território árido por natureza, mas que vem conquistando cada vez mais vez e voz no país, somos – quem diria – foco geral das mídias e da população, não apenas por nossas praias, agrestes e sertões, mas pela desenvoltura da nossa política que há tempos vem deixando de ser micro para alcançar patamar de macro.

Falando especificamente do nosso estado, estivemos presenciando a chegada de volumes consideráveis em investimentos federais, iniciados sob o Governo Lula. Os recursos  foram generosos, levando-se em conta que éramos sempre esquecidos em gestões federais anteriores, mas há de se convir que sem uma gestão estadual focada, direcionando esses recursos para os lugares certos e mantendo a austeridade, mesmo em meio à euforia do crescimento,  o estado certamente não teria apresentado os bons resultados tão visíveis nos últimos meses, provando sua viabilidade.

A aposta eleitoral correta a partir de 2014, portanto, em uma unidade política que possa conduzir o estado que hoje ostenta uma visibilidade maior em razão da liderança que a conduz, deve ser o caminho mais lógico e sensato do governador Eduardo Campos: manter a governabilidade, mesmo no período de sua suposta ausência, quando estará apresentando-se ao Brasil, mostrando o que deu certo em seu estado e provando que é possível aplicar uma gestão semelhante em nível federal, respeitando as proporções e diferenças regionais, porém entendendo que as demandas da população, independentemente de sotaques ou regionalismos, são as mesmas e de que é possível supri-las.

Como frisou o ex procurador geral do Estado, atual chefe da Casa Civil e desempenhando a função de interlocutor político do governo, Secretario Tadeu Alencar, recentemente no encontro de gestores em Gravatá,  “O fundamental para o estado é a unidade. A unidade política e de equipe, que foram responsáveis pelo sucesso do nosso governo".

Com essa unidade, o Eduardo Campos já mostra, seja administrando bem o seu estado, seja aproximando-se de ex desafetos com a mesma desenvoltura com a qual lida com antigos e novos aliados, seja mostrando liderança, como no episódio recente da eleição que escolheu Geraldo Júlio com prefeito do Recife, imprimindo uma derrota histórica ao PT, que é sim, possível fazer mais...